Salário mínimo seria hoje de R$ 830 sem a política de valorização de Lula, destaca Marinho

A política de valorização do salário mínimo adotada nos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi apontada como decisiva para evitar uma forte perda do poder de compra dos trabalhadores brasileiros ao longo das últimas duas décadas. A avaliação foi feita pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), nesta sexta-feira (16), durante a cerimônia que celebrou os 90 anos do salário mínimo no Brasil, realizada no Rio de Janeiro com a presença do presidente da República.

Em seu discurso no evento comemorativo, Luiz Marinho afirmou que, sem a política de reajustes reais iniciada no primeiro mandato de Lula, o salário mínimo teria hoje um valor muito inferior ao atual. Segundo o ministro, a valorização contínua foi fundamental para sustentar a renda dos trabalhadores e fortalecer a economia. “Não fosse a política de valorização nesses 20 anos, se de 2003 para cá tivéssemos tido nos nossos governos, do presidente Lula e da presidenta Dilma, porque em 2017 foi abandonada essa política e retomada em 2023; não fosse a política de valorização o salário mínimo valeria R$ 830. Hoje é R$ 1.621”, afirmou.

Luiz Marinho destacou o papel central da classe trabalhadora na construção da riqueza nacional e na própria história do salário mínimo. “O trabalho, a mão do trabalho, o cérebro, a dedicação de cada trabalhador e trabalhadora é que faz e constrói a riqueza deste país. Queria agradecer o empenho de todos os trabalhadores e trabalhadoras do nosso país”, declarou. Ele também ressaltou a atuação permanente dos trabalhadores e das centrais sindicais ao longo das nove décadas de existência da política. “Saiba que durante todos os 90 anos teve a participação ativa da classe trabalhadora brasileira no histórico do que foi o salário mínimo no Brasil”, disse.

O ministro lembrou que, além dos 90 anos do salário mínimo, o país também celebra os 20 anos da política de valorização instituída no primeiro governo Lula. Para ele, os dois marcos devem ser comemorados como políticas públicas estruturantes. “Temos, portanto, que comemorar o feito da instituição do salário mínimo como política pública e da nossa política de valorização”, afirmou.

Apesar dos avanços, Luiz Marinho reconheceu que o valor atual ainda não é suficiente para garantir plenamente o sustento das famílias trabalhadoras. “Nosso desejo é que o salário mínimo corresponda, que um trabalhador possa sustentar sua família. Não chegamos lá e falta muito”, disse. Segundo ele, esse cenário exige o planejamento de novas políticas públicas voltadas à redução das desigualdades. “Devemos nos planejar para que possamos instituir outras políticas públicas que venham fazer a grande diferença na vida da classe trabalhadora”, acrescentou.

Nesse contexto, o ministro defendeu mudanças estruturais no sistema tributário, com foco na renda. “Precisamos pensar nas próximas reformas, e uma delas seguramente é a reforma da renda. É preciso que os bilionários passem a pagar mais do que pagam”, afirmou. Ele citou como exemplo os avanços recentes no Imposto de Renda, incluindo a isenção para quem ganha até R$ 5 mil, compromisso assumido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com Luiz Marinho, a combinação entre o reajuste do salário mínimo e as mudanças no Imposto de Renda deve injetar R$ 110 bilhões na economia brasileira ainda neste ano. “Vai levar, junto com o reajuste do salário mínimo, R$ 110 bilhões na economia brasileira neste ano. Somada à liberação do FGTS, vamos para mais de R$ 120 bilhões inseridos na economia neste ano”, afirmou.

Ao final do discurso, o ministro rebateu avaliações pessimistas sobre o cenário econômico e projetou continuidade do crescimento. “Podemos afirmar aos pessimistas que a economia brasileira em 2026 também vai continuar firme e forte, gerando mais e melhores empregos para o povo brasileiro”, declarou.

Originalmente publicado em Brasil247

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