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Haddad reúne equipe de campanha e diz ter “plano” para superar Tarcísio em São Paulo

Ministro da Fazenda discute estratégia com núcleo da campanha e demonstra confiança em disputa contra Tarcísio de Freitas

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Uma reunião reservada entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e aliados próximos marcou o início das articulações mais intensas para a disputa ao governo de São Paulo. O encontro ocorreu na noite da última quarta-feira (11) e reuniu nomes considerados centrais na futura campanha do ministro. De acordo com reportagem da CNN Brasil, Haddad demonstrou confiança diante dos presentes e afirmou ter um “plano” para vencer a eleição no estado.

Segundo relatos de participantes, o clima do encontro foi descontraído e mais otimista do que em reuniões anteriores envolvendo o grupo político do ministro. Haddad teria utilizado o momento para reforçar que assumiu plenamente a missão política que lhe foi atribuída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O encontro ocorreu de forma discreta, na residência de um aliado, e contou com a presença de um grupo restrito de participantes. Entre eles estavam o marqueteiro Otávio Antunes, os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini, além do assessor Laio de Moraes, considerado um dos colaboradores mais próximos do ministro. Também foi mencionada a ausência do deputado estadual Emidio de Souza, aliado histórico de Haddad, que recentemente se tornou pai.

Durante a conversa, que teve clima informal, os participantes discutiram o cenário político do estado e os desafios da disputa contra o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Um dos presentes relatou que Haddad buscou tranquilizar os aliados ao afirmar: “fiquem tranquilos, pois tem um ‘plano’ para ganhar em São Paulo”. O ministro, no entanto, não detalhou quais seriam os passos da estratégia eleitoral.

Entre os temas mencionados como possíveis eixos de confronto político com o atual governo estadual estão a privatização da Sabesp, o modelo de pedágios nas rodovias paulistas e críticas ao que petistas classificam como falta de apoio aos prefeitos do interior do estado.

Haddad chegou ao encontro após um período intenso de trabalho relacionado às atividades no Ministério da Fazenda. Ainda assim, segundo relatos de participantes, mostrou-se tranquilo e bem-humorado ao discutir o cenário eleitoral. Em determinado momento da reunião, os presentes passaram a comentar preferências e dificuldades típicas de campanhas eleitorais. Em tom de brincadeira, alguns lembraram que Haddad não costuma demonstrar entusiasmo por agendas em cidades mais distantes, embora tenha sido alertado de que precisará percorrer diversas regiões do estado.

A expectativa entre os aliados é que Haddad oficialize a candidatura ao governo paulista ainda nesta semana, possivelmente ao lado do presidente Lula. Uma das hipóteses consideradas é que o anúncio ocorra de maneira informal, durante entrevistas concedidas após eventos públicos — formato conhecido nos bastidores políticos como “quebra-queixo”, quando jornalistas se aproximam do entrevistado para perguntas rápidas.

Lula tem agenda prevista em São Paulo na quinta-feira (19), quando participará da 17ª Caravana Federativa, evento organizado pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, comandada pela ministra Gleisi Hoffmann (PT). O encontro reunirá prefeitos e representantes municipais de diversas regiões do estado.

Antes disso, Haddad e Lula também estão entre os convidados para a comemoração de aniversário da ex-prefeita Marta Suplicy, evento que ocorrerá na noite anterior à caravana.

Chapa ainda em definição

Nos bastidores, a estratégia inicial do grupo político de Haddad prevê lançar a candidatura sem definir imediatamente todos os integrantes da chapa majoritária. O desenho final ainda depende de negociações políticas mais amplas envolvendo aliados e também da dinâmica da campanha nacional do PT. 

Uma das vagas ao Senado, segundo interlocutores da articulação política, deve ser destinada à ministra do Planejamento, Simone Tebet. Atualmente filiada ao MDB, ela avalia a possibilidade de migrar para outro partido aliado.

A segunda vaga ao Senado ainda está em discussão. Entre os nomes cogitados aparece o da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A ministra enfrenta atualmente disputas internas na Rede Sustentabilidade e analisa cenários políticos, incluindo um eventual retorno ao PT. Marina também recebeu convites de outras siglas, como Psol e PSB.

Dentro do PSB, as negociações também envolvem o vice-presidente Geraldo Alckmin. Uma das hipóteses debatidas é sua candidatura ao Senado. Mesmo que permaneça na chapa presidencial como vice de Lula, aliados indicam que Alckmin deverá desempenhar papel relevante na campanha em São Paulo.

Outro nome citado como figura importante nas articulações políticas é o do ministro e ex-governador Márcio França. Paralelamente, o PT mantém conversas com partidos aliados, incluindo PDT e Psol, em busca de ampliar a base de apoio para a disputa estadual.

Com informações do Brasil247

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