Lei é válida na Capital desde 2023 e prevê a destinação de valores arrecadados para programas sociais

Diante do aumento de casos de feminicídio no Distrito Federal nos últimos anos, o governo e parlamento local têm procurado estratégias para coibir a violência contra mulher. Desde 2023, uma lei distrital prevê punições financeiras aos agressores de mulheres. A norma, de autoria do deputado distrital Ricardo Vale (PT), determina que o pagamento dos custos do atendimento prestado por serviços públicos, como segurança, saúde, assistência social e jurídica.
De acordo com a Lei, sempre que esses serviços forem acionados para atender uma mulher em situação de violência, o agressor poderá ser multado e obrigado a ressarcir os gastos gerados. O valor da multa é calculado com base na gravidade do caso e na condição econômica do infrator, variando entre R$ 500 e R$ 500 mil.
“Se a violência contra a mulher for cometida com o uso de arma de fogo, o agressor sofrerá uma penalidade ainda mais severa, com aumento de dois terços no valor da multa. Em caso de reincidência, mesmo que genérica, a multa será aplicada em dobro”, explicou o deputado Ricardo Vale. Além da multa, o agressor deverá ressarcir o Estado das despesas operacionais, como o custo com equipes, materiais utilizados e, se necessário, os gastos com acolhimento da vítima em casas de abrigo ou lares substitutos.
Os valores a serem pagos devem ser quitados em até 60 dias. Se o pagamento não for feito no prazo, as pendências serão inscritas na dívida ativa e cobradas judicialmente. “Os valores arrecadados com multas e ressarcimentos serão revertidos para programas de enfrentamento à violência contra a mulher. É uma forma de transformar a dor em política de reparação e acolhimento”, acrescentou o parlamentar.
A Lei deixa claro que essas punições não substituem o direito das mulheres a indenizações e outras medidas legais contra os agressores. A proposta busca ampliar a responsabilização dos autores de v iolência e reforçar a atuação do Estado na proteção das mulheres.
Violência crescente
Somente em 2025, o DF já registrou dez feminicídios. A escalada da violência contra a mulher também se reflete em outras estatísticas alarmantes: o Tribunal de Justiça do DF registra, em média, 75 novos processos por dia envolvendo violência doméstica. Além disso, 60% das vítimas são mulheres negras, segundo dados oficiais.
Como denunciar e buscar ajuda
Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher (24h).
Disque 197 – Polícia Civil (opção 3 para medidas protetivas)
WhatsApp: (61) 98626-1197
E-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br
Disque 190 – Polícia Militar
Delegacias da Mulher no DF: Asa Sul (EQS 204/205) e Ceilândia (QNM 2, Conjunto G)
Com informações do TJPB
Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.
-
“Nós vamos derrotar o crime organizado”, afirma Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (23) que o governo federal pretende intensificar o combate ao crime organizado no país, com reforço no efetivo da Polícia Federal e ampliação das ações de segurança pública. Durante discurso na abertura da Feira Brasil na Mesa, Lula destacou medidas recentes para fortalecer a…
-
Encurralado pela economia global, Trump vê ‘colapso da hegemonia dos EUA’ com continuidade da guerra

O impasse entre Estados Unidos e Irã, com a prorrogação do cessar-fogo nesta quarta-feira (22) após pedido do mediador Paquistão, parece longe de um desfecho, com o tensionamento da disputa de controle do Estreito de Ormuz cada vez mais acirrado. Uma negociação para o fim da guerra, diante do atual cenário, é pouco provável. Essa…
-
Lula diz que vai levar jabuticaba para “acalmar” Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende levar jabuticaba ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como forma de “acalmá-lo”, ao comentar o potencial agrícola brasileiro durante evento em Planaltina, no Distrito Federal. A declaração ocorreu em meio a uma agenda voltada à valorização da produção nacional e da agricultura familiar. Durante…


