Após condenação, Eduardo Bolsonaro apela a Trump e cita Lei Magnitsky

O ex-deputado usou as redes sociais para falar de sua condenação e pedir que Trump use a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trumpque volte a impor sanções contra o ministro Alexandre de Moraes por meio da Lei Magnitsky. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (17/6), um dia após sua condenação pelo STF.

“Presidente Trump, por favor, volte a utilizar a Lei Global Magnitsky. Essas pessoas são violadoras de direitos humanos”, afirmou Eduardo.

Ele também classificou Moraes como um “ditador” e voltou a acusá-lo de perseguir opositores políticos.

A manifestação ocorre um dia após a Primeira Turma do STF condenar Eduardo Bolsonaro por coação no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Por unanimidade, o colegiado fixou pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto.

Com a condenação, o parlamentar também fica inelegível por até oito anos após o trânsito em julgado.

No vídeo, Eduardo afirmou não reconhecer a decisão da Corte e alegou que não foi formalmente notificado nos Estados Unidos, onde reside atualmente. Segundo ele, a condenação seria resultado de sua atuação junto a autoridades americanas e de denúncias feitas contra Moraes no exterior.

Ministro Alexandre de Moraes é o relator do processo contra Eduardo na Corte

“O Supremo não quer seguir o procedimento correto. Tudo o que sei sobre esse caso chegou até mim pela imprensa”, declarou.

Eduardo também afirmou que pretende continuar sua articulação política nos Estados Unidos e chegou a defender a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026. Segundo ele, uma eventual vitória do irmão poderia resultar em anistia para os condenados pelos atos antidemocráticos e para o ex-presidente Jair Bolsonaro.


O que é a Lei Magnitsky


Condenação

A condenação de Eduardo Bolsonaro foi baseada na avaliação dos ministros da Primeira Turma de que o parlamentar praticou atos de coação relacionados às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

O julgamento foi concluído nessa terça-feira (16/6), com votação unânime dos integrantes do colegiado. Além da pena de prisão em regime semiaberto, a decisão impõe ao deputado cassado consequências eleitorais que podem afastá-lo das disputas políticas pelos próximos anos.

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