Cerca de 20 criminosos participaram de um mega-assalto a três bancos e uma casa de câmbio, utilizando explosivos e queimando carros na fuga
O ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, uma das autoridades responsáveis pela investigação do mega-assalto a bancos em Santa Rita, na madrugada de segunda-feira (15/6), disse que o roubo tem as “características do PCC”.
“O comandante me diz que tem características do PCC. Queimaram dois veículos na fuga e eram aproximadamente entre 15 e 20 pessoas”, disse Riera em entrevista à rádio paraguaia Monumental 1080 AM, nessa terça.
Santa Rita fica a 70 km da fronteira Paraguai-Brasil. O chefe do Comando Tripartite, Carlos Alberto Dures Rios, informou que testemunhas ouviram integrantes da quadrilha falando português durante o assalto.
O ministro ainda afirmou que, como a facção é classificada como terrorista no país, há a “possibilidade de fortalecer a cooperação internacional, incluindo o trabalho conjunto com os Estados Unidos”. Assim como os EUA, o governo paraguaio, em 2025, designou o PCC como uma organização terrorista.
Até o momento, dois homens foram presos suspeitos de envolvimento, ambos paraguaios.
Luis López, comissário do Departamento Contra o Crime Organizado, falou que a equipe de investigação acredita que há dois a três membros do PCC no grupo. “Pela forma, pelo poder de fogo e explosivos utilizados. São características do Primeiro Comando da Capital”, disse López.
O comissário ainda disse acreditar haver dois ex-policiais envolvidos no roubo.

O assalto
Um grupo de cerca de 20 criminosos atacaram três bancos e uma casa de câmbio no Paraguai, na madrugada de segunda-feira, em Santa Rita.
Segundo autoridades paraguaias, os assaltantes esvaziaram os cofres do Banco Familiar e do Banco GNB. Os criminosos invadiram também o Banco Ueno e a Casa de Câmbio Santa Rita, mas não conseguiram roubar valores destes dois.
Não foi divulgado o montante roubado pelos assaltantes.
O grupo usou explosivos para atacar agências bancárias, rendeu policiais e funcionários e fugiu após incendiar veículos e espalhar pregos do tipo “miguelito” pelas ruas para dificultar a perseguição.



