‘Prévia do PIB’ tem alta de 0,5% em abril

A atividade econômica brasileira voltou a apresentar crescimento em abril. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,5% no mês, após ajuste sazonal. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (17) pelo Banco Central.

O resultado representa uma recuperação em relação a março, quando o indicador havia registrado retração de 0,2%. Trata-se também do melhor desempenho desde fevereiro deste ano, período em que o IBC-Br havia avançado 0,6%.

De acordo com o Banco Central, o desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelos setores da indústria e dos serviços. Em abril, a indústria registrou crescimento de 0,4%, enquanto o setor de serviços avançou 0,3%. A agropecuária permaneceu estável no período.

Na comparação com abril de 2025, o IBC-Br apresentou expansão de 0,9%, sem ajuste sazonal. Já no acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o indicador registrou alta de 1,3%. Em 12 meses encerrados em abril, o crescimento chegou a 1,6%.

O IBC-Br é um dos principais indicadores utilizados pelo Banco Central para acompanhar o ritmo da economia brasileira. Embora seja frequentemente chamado de “prévia do PIB”, sua metodologia difere daquela utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial do Produto Interno Bruto.

O PIB mede a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é o principal termômetro da atividade econômica. Quando cresce, sinaliza expansão da produção e do consumo. Quando recua, indica desaceleração econômica e menor volume de investimentos e gastos.

Apesar da retomada observada em abril, a expectativa predominante entre economistas e integrantes do mercado financeiro continua sendo de desaceleração da economia ao longo de 2026. Esse movimento é atribuído, principalmente, ao nível ainda elevado da taxa básica de juros.

Atualmente, a taxa Selic está em 14,5% ao ano. Embora tenha passado por reduções recentes, o patamar continua elevado e faz parte da estratégia do Banco Central para conter a inflação e conduzi-la à meta oficial de 3%.

Segundo a autoridade monetária, um ritmo mais moderado de crescimento econômico é considerado necessário para reduzir as pressões inflacionárias. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada no fim de abril, o Banco Central afirmou que o chamado “hiato do produto” permanece positivo, indicando que a economia ainda opera acima de seu potencial de crescimento sem gerar pressões inflacionárias adicionais.

Além de reunir estimativas para os setores de agropecuária, indústria e serviços, o IBC-Br também incorpora a arrecadação de impostos. Diferentemente do PIB calculado pelo IBGE, porém, o indicador não contempla o lado da demanda da economia, como consumo das famílias, investimentos e gastos do governo.

Por sua relevância para o monitoramento da atividade econômica, o IBC-Br é uma das ferramentas utilizadas pelo Banco Central na definição da política monetária. Em cenários de maior crescimento econômico, a autoridade monetária avalia possíveis impactos sobre a inflação antes de decidir sobre o rumo da taxa de juros

*Com informações do Brasil 247

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