Críticas do parlamentar foram feitas após a Câmara suspender ação penal contra o bolsonarista Gustavo Gayer. Vídeo
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), demonstrou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticou o Congresso Nacional. Em vídeo publicado na rede social X, o parlamentar mencionou os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carla Zambelli (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO) para denunciar manobras da oposição bolsonarista no Parlamento, com o objetivo de blindar os três congressistas.
“É o Congresso de mais baixo nível da história, que até agora não cassou Eduardo Bolsonaro, que mantém Carla Zambelli como deputada. Agora livraram a cara de Gustavo Gayer. Uma vergonha. Olha o nível. Teve a coragem de livrar a cara. Ele estava sendo processado pelo Supremo Tribunal Federal. Estão querendo ressuscitar a lógica da PEC da Bandidagem. Sujeito sujo. Calúnia, injúria e difamação”, afirmou Lindbergh.
As declarações feitas pelo deputado endossam o posicionamento do presidente Lula, que, na última quarta-feira (15), fez críticas ao Congresso após deputados federais derrubarem a análise da MP 1303.
A Medida Provisória taxaria rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas, para compensar a revogação de decreto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
O recado que a Câmara passa é que tem um novo jeito de fazer a PEC da blindagem tirando a autonomia do STF suspendendo a ação desse sujeito baixo nível. pic.twitter.com/sBK0SHH5AR
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) October 16, 2025
Parlamentares bolsonaristas
A Câmara dos Deputados aprovou nessa quinta (16) a suspensão de uma ação penal contra Gustavo Gayer no Supremo. Foram 268 votos a favor e 167 contra a suspensão do processo.
O bolsonarista responde por calúnia, injúria e difamação contra o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO). Em um vídeo publicado nas redes sociais em 2023, Gayer chamou o parlamentar de “vagabundo” e disse que ele virou “as costas para o povo em troca de comissão” ao apoiar a candidatura de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à presidência do Senado.
No caso de Eduardo Bolsonaro, em 22 de setembro a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o deputado por coação judicial. Ele passou a morar nos Estados Unidos, onde faz articulações junto ao governo do presidente Donald Trump para aplicar sanções ao Brasil por conta do inquérito sobre a tentativa de golpe.
O governo trumpista, que representa a extrema direita norte-americana, anunciou um tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras e suspendeu vistos de ministros do STF para os EUA.
Outra parlamentar bolsonarista, Carla Zambelli foi presa na Itália, em 29 de julho. Ele tinha fugido do Brasil após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão no inquérito sobre tentativas de invasão a sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
De acordo com investigadores, os participantes do esquema criminoso queriam emitir decisões contra lideranças tidas como opositoras do bolsonarismo.
O ministro do STF Alexandre de Moraes seria alvo de um falso mandado de prisão. Atualmente, o magistrado é relator do inquérito da trama golpista no STF.
Com informações do brasil247
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