O empresário comentou sobre a decisão da PGR de pedir a reabertura de uma investigação contra Jair Bolsonaro
O empresário Tony Garcia bateu duro no ex-juiz declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal Sergio Moro, ao afirmar que o atual senador do União-PR é “perverso” e um “traidor compulsivo”.
O ex-deputado estadual comentou sobre o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu ao STF a reabertura de uma investigação, com o objetivo de apurar se Jair Bolsonaro (PL) interferiu na Polícia Federal.
Em março de 2022, no governo bolsonarista, a PF pediu o arquivamento do caso após afirmar que não houve ingerência política e pediu o arquivamento do caso.
Segundo Tony Garcia, a “denúncia de Moro contra Jair Bolsonaro pode levar o ex-presidente a morrer na cadeia”. “Bolsonaro, já condenado à 27 anos de prisão, caso seja condenado na denúncia de Moro, pode passar o resto de seus dias aqui na terra encarcerado”.
Em abril de 2020, Moro, então ministro da Justiça, pediu demissão do governo e denunciou interferências de Bolsonaro na PF.
De acordo com o empresário Tony Garcia, “Moro se orgulha de ter prendido o presidente Lula e festejará caso consiga o mesmo com Bolsonaro”. “Moro é perverso, traidor compulsivo, orgulha-se da prática de tortura imposta aos ‘seus presos’ nos tempos de juíz ladrão e tem histórico de traições por onde passou”, continuou.
“Bolsonaro, alçado à presidência com a prisão de Lula decretada por Moro, sentirá agora em suas costas a facada que lhe poderá ser fatal. A Bolsonaro, em seu último ato à frente do seu carrasco, restará o grito desesperado dos traídos. Até tu, Brutos?”.
Investigação contra Bolsonaro
O STF condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista. Mais sete réus foram condenados. Novos julgamentos acontecerão. O ex-mandatário é acusado de cinco crimes – golpe, liderança de organização criminosa, abolição violenta do Estado democrático de direito, dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Além do plano golpista, outras investigações estão em andamento. Em uma delas, a PGR denunciou Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação judicial, pois o deputado está nos Estados Unidos, onde faz articulações junto ao governo Donald Trump para aplicar sanções ao Brasil por conta do inquérito sobre a tentativa de golpe.
Como parte das sanções, o presidente Trump, que representa a extrema direita norte-americana, anunciou uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras e suspendeu vistos de ministros do STF para os EUA.
Denúncias contra Moro
Moro sofreu uma de suas maiores derrotas judiciais em 2021, quando o STF considerou sua atuação suspeita nos processos envolvendo o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No ano seguinte, 2022, o ex-juiz sofreu mais uma derrota, desta vez no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), acusado de fraude em domicílio eleitoral. Como resultado, Moro foi obrigado a se candidatar pelo estado do Paraná.
Já em 2023, o ex-procurador Deltan Dallagnol viu seu mandato ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido a pendências que ele ainda tinha no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no momento de sua candidatura em 2022. Em outra derrota significativa para Dallagnol, o Supremo Tribunal Federal determinou que ele pagasse R$ 75 mil de indenização a Lula, referente à apresentação do famoso PowerPoint em 2016.
Desde 2019, conversas entre Moro e procuradores do Ministério Público Federal (MPF-PR) começaram a ser reveladas pela imprensa. Os diálogos indicavam que o ex-juiz tinha interferido na elaboração de denúncias, algo que deveria ser prerrogativa exclusiva dos promotores.
Mais acusações
O delator Tony Garcia já havia dito que, a mando de Moro, gravou de forma ilegal o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) em 2018. Garcia afirmou que Moro transformou “Curitiba na Guantánamo brasileira”. Disse que o senadorchantageou a rede Walmart.
Segundo Garcia, procuradores da chamada “República de Curitiba” tinham conhecimento da “festa da cueca” envolvendo desembargadores do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4-RS), onde eram julgados os processos da segunda instância jurídica na Lava Jato. O empresário disse que Moro usou o evento, para chantagear membros do TRF4. O atual parlamentar, supostamente, teria as gravações. A chantagem seria para que magistrados do tribunal atendessem a interesses do ex-juiz.
Em entrevista ao 247, publicada em setembro de 2023, o advogado Roberto Bertholdo, perseguido por Moro, confirmou as revelações do empresário Tony Garcia, de que integrantes do Judiciário participaram da chamada “festa da cueca”.
Com informações do brasil247
Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.
-
“Nós vamos derrotar o crime organizado”, afirma Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (23) que o governo federal pretende intensificar o combate ao crime organizado no país, com reforço no efetivo da Polícia Federal e ampliação das ações de segurança pública. Durante discurso na abertura da Feira Brasil na Mesa, Lula destacou medidas recentes para fortalecer a…
-
Encurralado pela economia global, Trump vê ‘colapso da hegemonia dos EUA’ com continuidade da guerra

O impasse entre Estados Unidos e Irã, com a prorrogação do cessar-fogo nesta quarta-feira (22) após pedido do mediador Paquistão, parece longe de um desfecho, com o tensionamento da disputa de controle do Estreito de Ormuz cada vez mais acirrado. Uma negociação para o fim da guerra, diante do atual cenário, é pouco provável. Essa…
-
Lula diz que vai levar jabuticaba para “acalmar” Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende levar jabuticaba ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como forma de “acalmá-lo”, ao comentar o potencial agrícola brasileiro durante evento em Planaltina, no Distrito Federal. A declaração ocorreu em meio a uma agenda voltada à valorização da produção nacional e da agricultura familiar. Durante…


