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Temperaturas extremas já impactam preços dos alimentos para 2024

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O calor extremo e as chuvas excessivas associadas ao El Niño são apontados como fatores que intensificam essa tendência

O aumento das temperaturas no Centro-Oeste e as chuvas intensas no Sul estão projetados para exercer pressão significativa nos preços dos alimentos no final de 2023 e nos primeiros meses de 2024, conforme indicam as análises de especialistas em economia. Esses eventos climáticos já se refletem nos valores dos produtos in natura, como hortaliças e tubérculos, e podem impedir uma queda mais acentuada nos preços dos alimentos ao longo do ano. A expectativa para 2024 é de um impacto mais expressivo no primeiro trimestre, com a tendência de amenização com a chegada do outono, segundo reportagem do Globo.

André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre, estima que a inflação de alimentos em domicílio fechará o ano com uma queda de 2,5%. Entretanto, para 2024, prevê-se um aumento de 3,9%. Essa mudança temporária nos preços tem implicações diretas nos orçamentos familiares, reduzindo a margem para gastos em outros setores. O calor extremo e as chuvas excessivas associadas ao El Niño são apontados como fatores que intensificam essa tendência, comprometendo as safras de 2023 e 2024.

A instabilidade climática já impacta a oferta e a qualidade dos alimentos. Hortaliças, legumes e frutas estão registrando aumentos expressivos nos preços. Em outubro, por exemplo, a alimentação em domicílio teve um aumento de 0,27%, revertendo uma sequência de quatro quedas consecutivas. Especialistas, como a estrategista de inflação da Warren Investimentos, Andréa Angelo, alertam que a inflação de alimentos pode atingir 6,6% em 2024, concentrando-se especialmente no primeiro trimestre, em um cenário de efeitos adversos do El Niño. Contudo, caso o cenário seja mais favorável, a projeção é de um aumento de 4%. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou a preocupação com as mudanças climáticas, reconhecendo que esses eventos geram instabilidade nos preços de energia e alimentos, aumentando a volatilidade e a incerteza no mercado.

Com informações do Brasil 247

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