Os grupos serão recebidos pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai discutir o fim da escala de trabalho 6×1 e a reforma do Imposto de Renda com movimentos sociais que lançaram um plebiscito sobre os temas. Segundo informações da CNN Brasil, os grupos serão recebidos no Palácio do Planalto pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo.
Devem participar do encontro lideranças das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, além de representantes de centrais sindicais, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e União Nacional dos Estudantes (UNE).Play Video
Durante a reunião, os movimentos vão apresentar ao governo o calendário do plebiscito popular que pretendem realizar, além de detalhar a metodologia da consulta e as questões que serão levadas à população.
A agenda é vista também como um gesto de fortalecimento político de Márcio Macêdo, que nos últimos dias teve seu nome ventilado em meio a rumores de uma possível substituição pelo deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP). Ambos integraram a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que esteve no Uruguai para o velório do ex-presidente José Mujica na última quinta-feira (15).
Na última sexta-feira (16), Macêdo negou qualquer conversa sobre sua saída do cargo. “Nós não tratamos de assunto de reforma, nem de saída, de entrada de nenhum ministro, de entrada de outra pessoa, muito menos a minha saída ou a entrada do deputado Guilherme”, afirmou o ministro.
Protocolada em fevereiro na Câmara dos Deputados pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), a proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala 6×1 propõe a adoção de uma jornada de trabalho de quatro dias com três de descanso, totalizando 36 horas semanais. O texto ainda não recebeu despacho do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e deve começar a tramitar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Apesar do apoio de parte da base governista, o projeto enfrenta resistência de setores do Congresso, especialmente da centro-direita. Parlamentares desses grupos argumentam que mudanças na jornada deveriam ser negociadas diretamente entre empregadores e trabalhadores.
Outro tema em pauta será a reforma do Imposto de Renda. A comissão especial da Câmara que analisará o projeto foi instalada no dia 6 de maio, com presidência do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) e relatoria do ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).
O projeto propõe isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais e a criação de uma alíquota maior para rendas acima de R$ 50 mil por mês. A medida é considerada estratégica pelo Planalto para reforçar a popularidade do governo nas vésperas das eleições presidenciais de 2026. No entanto, há impasse sobre a fonte de compensação fiscal para a perda de receita, o que deve intensificar os debates nas próximas semanas.
Com informações do Brasil 247
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