Ceilândia em Alerta — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio à reeleição do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, neste domingo (18/10). Em uma publicação nas redes sociais, o republicano elogiou o líder israelense e o classificou como um “grande primeiro-ministro guerreiro”. Netanyahu agradeceu publicamente o apoio. A manifestação ocorre em meio à disputa eleitoral em Israel e às tensões no Oriente Médio, marcadas pela guerra na Faixa de Gaza e pelo confronto com o Irã. O cenário também envolve os desdobramentos do conflito entre Israel e os palestinos.
Trump defende continuidade de Netanyahu no governo
Em mensagem publicada na plataforma Truth Social, Trump afirmou que Netanyahu demonstrou força e coragem diante das pressões políticas, inclusive da oposição dentro do próprio Israel. O presidente norte-americano declarou apoio total à candidatura do premiê para continuar à frente do governo israelense.
“Bibi Netanyahu tem se mostrado forte, corajoso e brilhante diante de uma oposição tremenda, inclusive a que vem de dentro do próprio Israel”, escreveu Trump.
Na publicação, o republicano também afirmou que Netanyahu representa o tipo de parceiro que os Estados Unidos esperam de Israel e defendeu sua permanência no cargo.
O apoio ocorre em um momento de questionamentos sobre a popularidade do primeiro-ministro israelense. A eleição poderá influenciar a continuidade de sua liderança e os rumos da política interna e externa do país.
Guerra em Gaza e tensões com o Irã
Israel realiza sua primeira eleição desde o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, episódio que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza e agravou as tensões regionais.
A relação entre Trump e Netanyahu também ganhou destaque nas negociações que levaram à interrupção dos combates em Gaza. Apesar disso, a situação permanece delicada, diante das consequências humanitárias do conflito e das divergências políticas na região.
O tema está relacionado aos debates sobre o papel de Trump no acordo de cessar-fogo em Gaza, assim como às críticas internacionais às operações militares israelenses. Em outra ocasião, um ministro de Israel defendeu a continuidade de ataques diários no território palestino, conforme noticiado nesta matéria sobre as declarações de um integrante do governo israelense.
Além da guerra em Gaza, Trump mencionou o confronto com o Irã ao justificar seu apoio a Netanyahu. Em sua declaração, o presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos poderiam ter de agir sozinhos contra o país caso Israel fosse comandado por outro líder.
“Se Israel tiver o líder errado — ou seja, qualquer um que não seja Bibi —, a América terá de realizar esse trabalho por conta própria, algo que não tenho a menor intenção de fazer”, declarou Trump, em referência à possibilidade de destruir militar e financeiramente o Irã.
A relação entre Washington, Tel Aviv e Teerã também está no centro das discussões sobre segurança regional. O posicionamento de lideranças israelenses sobre um possível acordo entre Estados Unidos e Irã demonstra a importância do tema para o governo de Netanyahu.
Netanyahu agradece ao presidente norte-americano
Horas depois da manifestação de Trump, Netanyahu publicou uma mensagem de agradecimento nas redes sociais. O primeiro-ministro israelense destacou a proximidade entre os dois governos e afirmou que os Estados Unidos são um importante aliado de Israel.
President Trump, my friend Donald – thank you for your extraordinary endorsement. Israel has never had a greater friend in the White House. Together we will never let Iran's regime get nuclear weapons. Thank you for your clarity, courage and unwavering support.@realDonaldTrump pic.twitter.com/GqaOVB74Dj
— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) October 18, 2026
“Israel nunca teve um amigo maior na Casa Branca. Juntos, nunca deixaremos que o regime do Irã obtenha armas nucleares”, declarou Netanyahu.
Trump também afirmou que acompanhou Netanyahu durante momentos difíceis e que as pressões enfrentadas pelo primeiro-ministro contribuíram para torná-lo mais forte.
O presidente norte-americano voltou a mencionar os conflitos envolvendo Israel para defender a continuidade do atual governo. As declarações reforçam a proximidade política entre os dois líderes em um período de disputas eleitorais e de instabilidade no Oriente Médio.
As relações entre os Estados Unidos e Israel também são marcadas pelas discussões sobre a atuação militar israelense e as consequências para a população palestina, tema abordado em análises sobre o plano de ajuda humanitária à Faixa de Gaza apoiado pelos dois países.
Como funciona a eleição israelense
As eleições em Israel estão previstas para 27 de outubro. Diferentemente de sistemas nos quais o chefe de governo é escolhido diretamente pelo voto popular, o primeiro-ministro israelense chega ao cargo por meio da formação de uma coalizão parlamentar.
Nesse modelo, os partidos disputam as cadeiras do Parlamento, e a composição política resultante define quem terá condições de formar o governo. Por isso, o resultado eleitoral e as alianças entre as legendas serão determinantes para o futuro de Netanyahu no poder.
A declaração de Trump acrescenta um elemento internacional à disputa, ao tornar público o apoio do presidente norte-americano à continuidade do atual primeiro-ministro israelense.
Fonte: Metrópoles



