EUA cobra que Brasil apoie governo da Bolívia em meio a protestos

Vice de Marco Rubio cobra apoio do Brasil ao governo da Bolívia e chama onde de protestos de “golpe em curso”

O secretário adjunto de Estado dos EUA, Christopher Landau, cobrou, nesta terça-feira (19/5), posicionamento do Brasil e de países vizinhos da Bolívia em defesa do governo de Rodrigo Paz em meio a uma onda crescente de protestos, bloqueios de estradas e paralisações em diferentes regiões do país.

A onda de manifestações foi classificada por Landau como uma tentativa de golpe financiada por “uma aliança maligna entre a política e o crime organizado”.

“Gostaria muito de ver, por exemplo, o Brasil apoiando o processo institucional na Bolívia. O mesmo vale para a Colômbia. Não gosto de ver países que se vangloriam de seus valores democráticos, mas que, assim que um governo se estabelece e talvez não esteja alinhado com suas posições políticas, se calam repentinamente”, afirmou durante palestra promovida pelo Conselho das Américas, em Washington.

EUA cobra que Brasil apoie governo da Bolívia em meio a protestos - destaque galeria

O número dois do Departamento de Estado norte-americano disse estar preocupado e ver nos atos em uma tentativa de ruptura institucional. “Isto é um golpe em curso. Não se enganem. Este é um golpe financiado por esta aliança maligna entre a política e o crime organizado em toda a região da América Latina”, declarou.

Manifestações na Bolívia

Desde o início de maio, o governo do recém-eleito presidente Rodrigo Paz enfrenta uma onda crescente de protestos, bloqueios de estradas e paralisações em diferentes regiões da Bolívia.

As manifestações começaram em meio à crise econômica, à alta do custo de vida e à escassez de combustíveis, mas passaram a incorporar pedidos de renúncia do presidente e críticas à condução política do novo governo.

Inicialmente motivados pela inflação, pela falta de combustíveis e pela rejeição à chamada Lei 1.720 — criticada por movimentos sociais por beneficiar grandes proprietários rurais — os protestos ganharam dimensão nacional e passaram a reunir professores, trabalhadores do transporte, agricultores e organizações indígenas.

Com a escalada da tensão, sindicatos, movimentos rurais, mineiros e grupos ligados ao ex-presidente Evo Morales ampliaram os atos e os bloqueios de rodovias em diferentes regiões do país.

Entre os dias 17 e 19 de maio, os confrontos se intensificaram em La Paz após milhares de mineiros e integrantes da Central Operária Boliviana (COB) marcharem em direção à Praça Murillo. Manifestantes utilizaram pedras, paus e explosivos artesanais, enquanto a polícia respondeu com gás lacrimogêneo e barreiras de contenção.

Ao menos 32 pontos de bloqueio foram registrados nas rodovias bolivianas no período. Segundo a imprensa internacional, a paralisação afetou o transporte de combustíveis, alimentos e insumos médicos em diferentes partes do país.

Com informações do Metrópoles

Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar:

Deixe um comentário