Projeto de uma das piscinas foi concluído, mas ainda passará por análise da engenharia do ICMBio antes de iniciar licitação
Fechadas há 4 meses, as piscinas da Água Mineral não têm previsão de obras até o momento. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) afirmou que o projeto de reforma da piscina Pedreira foi concluído na última sexta-feira (12/6). Todavia, o setor de engenharia do órgão ainda precisa analisar o projeto para avaliar os custos. O processo licitatório começará após a validação do projeto pela equipe do ICMBio. O Instituto não informou quanto tempo levará todo o processo e nem sobre a situação da reforma da piscina Areal.
Entenda o fechamento das piscinas
- Em 20 de fevereiro, o ICMBio fechou preventivamente as piscinas da Água Mineral;
- A interdição foi feita como medida de segurança para “vistoria e análise de condições de uso” feitos por uma equipe de engenharia;
- Seis dias depois (26/2), o instituto manteve a interdição após a conclusão de laudo;
- Na análise feita, foi identificado que parte da construção do sistema de escoamento cedeu, e buracos surgiram no deck;
- Segundo o instituto, havia risco iminente de uma ruptura na piscina Pedreira;
- O ICMBio definiu que, por questões de segurança, as piscinas permaneceriam fechadas até o final das obras de recuperação da estrutura, sem prazo para a conclusão.
Segundo o ICMBio, a equipe “já realizou as visitas de campo necessárias para o levantamento de dados”. O próximo passo informado será o estudo da elaboração do plano de execução das obras.
“Após a aprovação final dos projetos, será aberto o processo licitatório para a contratação da empresa responsável pela execução das obras, conforme os trâmites legais da administração pública”, explicou em nota.
Vale ressaltar que, em março, pouco depois das interdições completarem um mês, o instituto havia informado ao Metrópoles que, no fim daquele mês, seria aberta a licitação para o início das obras das piscinas.

Esta é terceira vez na década que as piscinas da Água Mineral são interditadas. Antes disso, houve a interrupção do serviço devido à pandemia da Covid-19, durante quase dois anos. Em 2022, as piscinas também fechadas, mas por apenas dois dias, em virtude da falta de salva-vidas.
Tirando a época da pandemia da Covid-19, esta é interdição que perdura mais tempo em razão de um motivo atrelado especificamente ao uso das piscinas.
Redução temporária dos ingressos
Em virtude dos fechamentos das piscinas, a frequência dos visitantes no parque diminuiu drasticamente.
Em janeiro foram registrados 23,4 mil visitantes. No mês seguinte, em fevereiro, quando as piscinas foram fechadas, o número caiu para 11.7 mil visitantes. Já em março, depois da interdição, apenas 1,4 mil pessoas visitaram o parque.
Por isso, o IcmBio reduziu os valores dos ingressos para os visitantes que ainda podem caminhar pelas trilhas e apreciar o restante dos atrativos do parque.
Os novos valores são: R$ 20 para o ingresso inteiro; e R$ 10 para a meia entrada (válido para moradores do DF e do Entorno).
Além disso, também há a isenção de cobrança para crianças de até 12 anos e idosos.
De acordo com o ICMBio, o desconto de 50% ocorre devido à “redução temporária na oferta de um atrativo de elevada relevância histórica”.
Todos os demais atrativos continuam funcionando normalmente, conforme o horário de funcionamento das 6h às 16h.
Confira as principais atrações disponíveis:
- A Trilha da Capivara, incluindo o Banho de Floresta;
- A Ilha da Meditação;
- As Trilhas do sistema Cristal Água e o Arco Brasília, travessia que conecta o Parque Nacional de Brasília;
- A Floresta Nacional de Brasília (Flona Brasília).



