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Depois da saída dos cubanos, governo quer que formados em federais passem um ano no Mais Médicos

Reportagem de Renata Mariz no Globo informa que o governo estuda criar mecanismos para que estudantes de Medicina das universidades federais prestem um ano de serviços no programa Mais Médicos após formados. A proposta foi debatida em reunião nesta segunda-feira entre os ministros da Saúde, Gilberto Occhi, e da Educação, Rossieli Soares. Os detalhes da medida ainda serão estudados por um grupo conjunto das duas pastas, que vai elaborar mudanças no programa Mais Médicos após a saída dos profissionais cubanos, que deixarão o país em 20 dias.

De acordo com a publicação, será preciso analisar, segundo fontes envolvidas diretamente nas discussões, quais fatores justificariam exigir a contrapartida do estudante. A ideia central é que o aluno do ensino público federal devolva à sociedade o investimento que recebeu do Estado. Mas colocar a participação no Mais Médicos como condição para todos os graduandos seria de difícil implantação. As novas regras não devem valer para os editais que saem nesta terça-feira e na próxima semana.

Uma saída seria exigir a contrapartida dos estudantes que receberam algum tipo de benefício, além da própria formação gratuita, ao longo da jornada acadêmica. De qualquer maneira, o profissional recém-formado seria remunerado como todos os outros do Mais Médicos. Outra medida discutida pelos ministros é fazer mais de uma edição por ano do Revalida, exame de certificação de diplomas de médico obtidos no exterior. Hoje a prova, feita em duas fases, chega a levar mais de 12 meses entre o edital e o resultado. A segunda etapa, de conhecimento prático, é a mais difícil de ser aplicada, completa o Jornal O Globo.

Mais Médicos

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PS: Obrigar médicos a trabalhar em determinadas regiões é uma decisão democrática ou própria de ditaduras?

Essa informação revela que o governo está perdido.

O caminho mais provável é o de oferecer as vagas a médicos formados em faculdades de países vizinhos que não conseguiram o Revalida.

Um caso é a qualidade do ensino de Medicina de Cuba — reconhecida até pelas universidades americanas que enviam seus alunos para complementação lá.

Outro caso é a qualidade do ensino de Medicina em países vizinhos. Claro que há bons profissionais que vieram de lá, mas não há reconhecimento internacional da qualidade dessas instituições — bolivianas inclusive.

Quem vai pagar o preço desse remendo é o pobre brasileiro, que ficará sem atendimento de qualidade.

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