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Europol identifica paradeiro de 45 crianças levadas pela Rússia

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Agência reúne pistas sobre paradeiro de 45 crianças ucranianas levadas à força por Moscou. Kiev fala em quase 20 mil menores sequestrados

autoridade policial europeia, Europol, afirmou nessa segunda-feira (20/4) que localizou o paradeiro de ao menos 45 crianças transferidas à força pelas forças russas a territórios ucranianos ocupados, à Rússia ou a Belarus.

O esforço da Europol reuniu 40 investigadores de 18 países, do Tribunal Penal Internacional (TPI) e de organizações não governamentais. O grupo trabalhou junto em Haia compilando relatórios sobre as crianças, “potencialmente levando aos locais onde menores deportados se encontram”, afirmou a agência.

Os analistas examinaram fontes abertas on-line e utilizaram identificação facial para encontrar as crianças, usando, por exemplo, fotos fornecidas pelos pais. Rotas de transporte e unidades militares envolvidas também foram identificadas.

“No total, informações sobre 45 crianças foram identificadas e compartilhadas com as autoridades ucranianas para auxiliar em suas investigações em andamento”, disse a Europol em comunicado.

Esta é a terceira tentativa da agência de encontrar as crianças.

Milhares levados à Rússia

Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, milhares de crianças ucranianas — quase 20 mil, segundo Kiev — foram transferidas à força para território russo.

Algumas foram adotadas por cidadãos russos, enquanto outras estão mantidas em campos de “reeducação” ou hospitais psiquiátricos, diz a agência europeia.

O tema é altamente sensível na Ucrânia e permanece central em cada nova rodada de negociações sobre um possível acordo de paz entre Kiev e Moscou.

A Rússia afirma que transferiu crianças ucranianas de áreas capturadas para garantir sua segurança e que está disposta a devolvê-las às famílias sob condições que considera adequadas.

O TPI já emitiu mandados internacionais de prisão contra o presidente russo Vladimir Putin e sua comissária para os direitos das crianças, Maria Lvova-Belova, por supostos crimes de guerra relacionados à deportação das crianças.

Com informações do Metrópoles

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