Presidente exige redução da Selic e critica concentração de lucros do setor financeiro durante lançamento de programa habitacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a pressionar o Banco Central pela redução da taxa básica de juros, durante o lançamento do programa Reforma da Casa Própria, nesta segunda-feira. A declaração foi feita em evento oficial e registrada pela Folha de S.Paulo, fonte original das informações.
“O BC vai precisar começar a abaixar os juros. Todo mundo sabe o que nós herdamos e que nós estamos preparando esse país para ter uma política monetária decente”, afirmou o presidente.
Crítica ao sistema financeiro e defesa do crédito acessível
Lula afirmou que deseja “muita produção e lucro para as empresas e banqueiros”, mas criticou a lógica de ganhos baseada em juros elevados. Para ele, não é necessário “extorquir o povo” para garantir rentabilidade:
“Tem como ganhar dinheiro de forma tranquila, emprestando dinheiro a juros razoáveis”, afirmou.
O presidente direcionou parte do discurso ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, presente no evento, dizendo que o peso dos juros altos recai sobre o governo:
“O problema dos juros recai nas costas de vocês, e o BC precisa baixar as taxas”, declarou.
Empresários e renúncias fiscais
Lula também criticou empresários que resistem a contrapartidas mesmo diante das políticas de desoneração:
“Os empresários que reclamam de nós têm praticamente R$ 500 bilhões de desoneração e isenção fiscal, e eles não querem baixar 1% disso. Então é preciso que a gente tenha firmeza de dizer de que lado a gente está e para quem de verdade a gente quer governar.”
Juros seguem no maior nível em duas décadas
O novo programa habitacional lançado pelo governo prevê taxa máxima de juros de 1,95% ao mês. Enquanto isso, o Banco Central mantém a Selic em 15% ao ano, o maior patamar dos últimos 20 anos. A decisão foi mantida pela segunda reunião consecutiva e veio acompanhada de sinalização de que a taxa permanecerá elevada por mais tempo, até que a inflação retorne à meta de 3%.
O IPCA acumulado em 12 meses até setembro foi de 5,17%, ligeiramente acima dos 5,13% registrados em agosto.
Haddad e aliados reforçam discurso por queda da Selic
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, no início do mês, Fernando Haddad classificou a taxa Selic como “excessivamente restritiva”. Segundo ele, o Banco Central ouve diversos setores antes de decidir, como o mercado financeiro, o setor produtivo e o governo.
“É dever do Ministério da Fazenda levar informações da economia ao Banco Central”, disse Haddad.
Outros integrantes do governo também criticam o nível atual dos juros. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que as taxas “não dialogam com a realidade da economia brasileira”.
Com informações do brasil247
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