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Homem ameaça prender jovem após gesto de apoio a Lula em Brasília; Polícia Civil investiga

Foto: Arquivo pessoal.

Ceilândia em Alerta — Um estudante de 24 anos denunciou ter sido ameaçado por um homem que se apresentou como policial após fazer o gesto conhecido como “faz o L”, associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O episódio ocorreu no domingo (18), em Brasília, depois de um ato político de apoiadores do presidente na Esplanada dos Ministérios. Segundo a vítima, o suspeito bateu na janela do carro, ordenou que ele saísse do veículo e ameaçou prendê-lo. O caso foi registrado na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que investiga o episódio e tenta identificar o homem.

De acordo com o relato do estudante Diego Pereira dos Santos ao g1, ele participou da manifestação em apoio a Lula e, depois, saiu para comer pizza com amigos. Durante o trajeto, disse “faz o L” em direção a pessoas que estavam na rua, como havia feito em outros momentos do percurso.

A fala teria provocado a reação de um homem que estacionava o próprio veículo e entendeu que o gesto era direcionado a ele. Ester Rodrigues da Silva, namorada de Diego e motorista do carro, contou que os dois estacionaram do outro lado da rua.

Em seguida, o homem foi até o veículo, bateu na janela e perguntou o que Diego havia dito. Segundo as vítimas, ele afirmou ser policial, ameaçou prender o estudante e ordenou que saísse do carro.

O caso ocorre em meio a debates sobre manifestações políticas, liberdade de expressão e respeito às diferenças. O TaguaCei também acompanha assuntos relacionados à política brasileira e aos acontecimentos que mobilizam apoiadores de diferentes correntes políticas.

Testemunha relata que homem avançou contra o grupo

Um vídeo gravado durante o episódio mostra parte da discussão. Segundo Ester, um dos amigos começou a filmar depois de perceber que o homem avançava na direção deles.

“Ele só não bateu no Diego porque outros amigos chegaram e intervieram, como aparece no vídeo. O outro amigo só começou a filmar porque viu que ele veio em nossa direção com ódio mesmo. Se não fosse isso, ele nem teria filmado”, relatou.

O episódio ocorreu após o ato que reuniu apoiadores de Lula na Esplanada dos Ministérios, no domingo (18), em Brasília.

Vítimas relatam ofensas e suspeita de racismo

Diego e Ester consideraram racistas as ofensas proferidas durante a discussão. Conforme o relato registrado na polícia, o homem chamou o estudante de “maconheiro” e “noia”, além de fazer comentários que as vítimas associaram à discriminação racial.

O caso foi registrado na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, por Orientação Sexual, contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin). A ocorrência inclui registros de injúria, ameaça e discriminação racial.

O Distrito Federal tem registrado ocorrências relacionadas a esse tipo de violência. Em reportagem anterior, o TaguaCei mostrou que os casos de injúria racial no DF dobraram em dez anos.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do episódio e trabalha para identificar o homem que aparece nas imagens. Até a publicação da reportagem original, o suspeito ainda não havia sido identificado.

Fonte: g1 DF

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