Ceilândia em Alerta — O filme Cara-de-Barro, da DC Studios, aposta no terror e no horror corporal para apresentar uma história diferente das tradicionais produções de super-heróis. Apesar da boa ambientação, das atuações e de algumas sequências angustiantes, o longa dirigido por James Watkins entrega um resultado apenas razoável, segundo a crítica de Luiz Oliveira, publicada pelo Metrópoles.
A trama acompanha Matt Hagen, interpretado por Tom Rhys Harries, um ator que tem a vida transformada depois de sofrer uma agressão brutal. Após ser atacado por um poderoso mafioso de Gotham City, ele passa por diversas cirurgias plásticas, mas não consegue recuperar a aparência original.
A esperança surge quando Caitlyn Corr, cientista interpretada por Naomi Ackie, utiliza uma tecnologia experimental de nanocélulas para reconstruir os tecidos do rosto do protagonista. O tratamento, entretanto, traz consequências que levam Hagen a uma transformação física e psicológica, até se tornar o vilão Cara-de-Barro.
Filme aposta no terror sem recorrer aos super-heróis
Uma das principais características da produção é a decisão de contar a história sem a participação de Batman ou de outros personagens conhecidos de Gotham City. Em vez de seguir a fórmula tradicional dos filmes de super-heróis, o longa se concentra na degradação física e emocional do protagonista.
A proposta faz parte de uma tendência de explorar diferentes estilos dentro do cinema de gênero. O público interessado em lançamentos pode conferir também a lista de filmes previstos para chegar aos cinemas em 2026, com produções de diferentes estilos e franquias.
A narrativa também aborda temas como corrupção, impunidade e violência urbana. O mafioso Markos Szabo, interpretado por David Dencik, consegue escapar das consequências legais de seus atos graças ao poder e à influência que exerce.
Boas cenas de terror, mas pouca surpresa
O roteiro explora o chamado body horror, subgênero do terror caracterizado por transformações corporais, mutilações e situações que provocam desconforto físico e psicológico.
Algumas sequências são particularmente perturbadoras, com destaque para uma cena ambientada no banheiro de um avião. Apesar da criatividade visual, a história segue caminhos previsíveis, e o diretor não consegue aproveitar plenamente as possibilidades apresentadas pela transformação de Hagen.
O longa também chama atenção por incluir elementos de sexualidade logo no início, algo incomum em grandes produções contemporâneas de super-heróis. Entretanto, essa abordagem não se desenvolve ao longo da narrativa, limitando o potencial de ruptura com as convenções do gênero.
O resultado combina boas atuações, ambientação convincente e recursos técnicos de uma produção de grande orçamento, mas não alcança a ousadia sugerida pela proposta inicial.
Para quem acompanha os lançamentos de cinema e streaming, outra opção é conferir as estreias de filmes e séries que chegaram às plataformas e aos cinemas, incluindo produções de terror e suspense.
Cara-de-Barro procura um caminho diferente dentro do universo da DC, mas acaba ficando apenas um pouco acima do lugar-comum, conforme a avaliação publicada pelo Metrópoles.
Fonte: Metrópoles



