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Lula chega a 62% das intenções de voto entre beneficiários do Bolsa Família, aponta Quaest

Foto: Ricardo Stuckert.

Ceilândia em Alerta — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) entre os beneficiários do Bolsa Família e alcançou 62% das intenções de voto nesse segmento, segundo pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (21). Flávio aparece com 27%. O levantamento mostra uma diferença de 35 pontos percentuais entre os candidatos e ocorre em meio ao debate sobre a continuidade dos programas sociais no país.

Na pesquisa anterior do mesmo instituto, divulgada em 14 de outubro, Lula tinha 60% das intenções de voto entre os beneficiários, enquanto Flávio registrava 31%. Em uma semana, o presidente avançou dois pontos percentuais, enquanto o candidato do PL recuou quatro.

Entre os entrevistados que recebem o benefício, 9% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não votar. Outros 2% disseram estar indecisos. No levantamento anterior, esses índices eram de 8% e 1%, respectivamente.

A pesquisa também investigou o temor dos beneficiários em relação ao resultado da eleição. Para 63% dos entrevistados desse grupo, a vitória de Flávio Bolsonaro causa mais preocupação, ante 58% na semana anterior. Já 23% disseram temer mais uma reeleição de Lula, percentual que era de 29% no levantamento anterior.

Os que afirmaram ter medo dos dois candidatos passaram de 3% para 7%. Já os que disseram não temer nenhum deles somam 3%, enquanto 4% não souberam responder.

A rejeição também é maior para o candidato do PL entre os beneficiários do programa: 68% afirmaram que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 27% disseram o mesmo em relação a Lula.

Flávio já chamou o programa de “Bolsa Farelo”

O histórico de declarações de Flávio Bolsonaro sobre o programa também integra o debate eleitoral. Em outras ocasiões, o candidato do PL menosprezou o benefício e seus usuários, chegando a chamar o Bolsa Família de “Bolsa Farelo”. Recentemente, ele apagou publicações com esse teor de suas redes sociais.

A discussão sobre o futuro do programa ganhou força durante a campanha. Como mostrou o TaguaCei na reportagem sobre o plano de Flávio Bolsonaro para a saída de beneficiários do Bolsa Família, a equipe do candidato propôs um período de transição de dois anos para famílias que consigam emprego formal ou abram um negócio.

O tema também envolve as propostas econômicas apresentadas pelos candidatos. Em outra reportagem, o TaguaCei abordou os questionamentos de Lula sobre os possíveis impactos de cortes de despesas públicas nos programas sociais, incluindo o Bolsa Família e outros benefícios federais.

Bolsa Família atende 19,3 milhões de pessoas

Atualmente, 19,3 milhões de pessoas recebem o Bolsa Família. Após a correção inflacionária que entrou em vigor em outubro, o valor mínimo passou para R$ 691 por família. O benefício médio, considerando os adicionais, é de R$ 782,92.

Além do valor básico, o programa oferece pagamentos complementares conforme a composição familiar. O Benefício Variável Familiar Nutriz prevê seis parcelas de R$ 58 para mães de bebês de até seis meses, destinadas a contribuir com a alimentação das crianças.

Famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos também podem receber um adicional de R$ 58. Já aquelas com crianças de até seis anos têm direito a um acréscimo de R$ 173 por criança, conforme as regras do programa.

O TaguaCei também publicou informações sobre o calendário de pagamentos do Bolsa Família em outubro, com orientações sobre valores, adicionais e consulta das parcelas.

Outra medida é a Regra de Proteção, que permite que famílias que aumentem sua renda por meio de emprego ou outras atividades continuem recebendo parte do benefício durante um período determinado, desde que atendam aos critérios estabelecidos. Para os grupos sujeitos às regras atuais, o pagamento corresponde a 50% do valor a que teriam direito, por até um ano, respeitado o limite de renda por pessoa.

A pesquisa Quaest mostra, portanto, uma vantagem de Lula entre os beneficiários do Bolsa Família, enquanto o programa permanece no centro das discussões sobre assistência social, renda e propostas econômicas na reta final da disputa presidencial.

Fonte: Vermelho

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