O cantor João Gomes elogiou a pesquisadora Tatiana Sampaio durante um show em um camarote na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro (RJ) na noite de sábado (21). “Você é a maior celebridade que temos aqui hoje”, disse o artista para a cientista, que estava na plateia.
Nas redes sociais, a pesquisadora afirmou que “a verdadeira celebridade é a ciência. É a esperança. É cada vida transformada. Ser reconhecida dessa forma reforça que estamos no caminho certo, levando conhecimento, inovação e propósito além dos laboratórios e alcançando corações”.
Tatiana Sampaio é docente e pesquisadora no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordena o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular. Há cerca de 30 anos, ela lidera pesquisas sobre a polilaminina, substância produzida em laboratório a partir da laminina, proteína presente no organismo e responsável pela organização celular e crescimento de neurônios, sobretudo no desenvolvimento embrionário.
Os estudos indicam que o composto estimula o crescimento de axônios e contribui para reorganizar o ambiente ao redor da lesão, o que pode ajudar na recuperação de conexões nervosas após danos à medula espinhal. A proposta é ampliar as chances de recuperação de funções motoras afetadas por traumas que levam à paraplegia ou à tetraplegia, quadros para os quais ainda não há tratamento capaz de restaurar plenamente os movimentos em casos de lesão completa.
Os testes clínicos estão em fase inicial, e a eficácia do tratamento depende da conclusão de todas as etapas exigidas pelos órgãos reguladores. A cientista afirma que a substância não deve ser vista como solução isolada, mas como parte de um conjunto de abordagens terapêuticas associadas à reabilitação.
Estudo clínico
No fim de janeiro, o ministro da Saúde Alexandre Padilha anunciou o início do estudo clínico de fase 1 para avaliar a segurança da polilaminina em pacientes com trauma raquimedular agudo. A etapa inicial deve incluir cinco voluntários entre 18 e 72 anos com lesões torácicas completas recentes. Depois disso, novas fases deverão analisar a eficácia em grupos maiores, com acompanhamento por comitês de ética e autoridades sanitárias. A expectativa é medir a evolução dos participantes ao longo de seis meses e de um ano.
“É um marco importante para a saúde, especialmente para pessoas com lesão medular aguda e crônica. Cada avanço científico e tecnológico renova a esperança e reforça o compromisso do Ministério da Saúde com o fortalecimento da pesquisa clínica. A aprovação, pela Anvisa, de um estudo desenvolvido em uma universidade pública tem potencial para revolucionar o tratamento no SUS e no país. O Brasil demonstra, assim, sua capacidade inovadora e oferece esperança a milhares de pessoas”, afirmou Padilha na ocasião.
Com informações do Brasil de Fato
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