“A comunidade internacional precisa rever suas prioridades”, afirmou o presidente em discurso histórico na ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez nesta terça-feira (23) um discurso histórico na 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no qual defendeu que a luta contra a fome e a pobreza deve ser tratada como prioridade mundial. Segundo ele, essa é a única guerra capaz de gerar “vencedores em todos os lados”, ao contrário dos conflitos armados que continuam a assolar diferentes regiões do planeta.
“O multilateralismo está diante de uma nova encruzilhada. A autoridade dessa organização está em xeque. A única guerra em que todos podem sair vencedores é a que travamos contra a fome e a pobreza”, declarou Lula, recebendo aplausos do plenário.
Críticas às prioridades globais
O presidente brasileiro criticou duramente os altos gastos militares e as intervenções unilaterais que, segundo ele, desestabilizam países e aprofundam crises sociais. A comunidade internacional precisa rever suas prioridades, rever os gastos com guerra e aumentar a ajuda ao desenvolvimento, afirmou.
Lula defendeu o alívio da dívida externa dos países mais pobres, especialmente africanos, e a criação de padrões mínimos de tributação global. É preciso que os super-ricos paguem mais impostos do que os trabalhadores, disse, ressaltando que a justiça fiscal deve ser entendida como parte essencial do fortalecimento da democracia.
Reconhecimento e avanços no Brasil
O presidente comemorou o retorno do Brasil ao Mapa da Fome da ONU como referência positiva. Foi com orgulho que recebemos da FAO a confirmação de que o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome neste ano, destacou. Ainda assim, lembrou que o cenário internacional continua grave: cerca de 670 milhões de pessoas seguem passando fome no mundo, enquanto 2,3 bilhões enfrentam insegurança alimentar.
Como resposta, Lula ressaltou a importância da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante o G20 e que já conta com o apoio de 103 países.
Regulação das plataformas digitais
Outro ponto de destaque do discurso foi a defesa da regulação das plataformas digitais. Lula afirmou que a internet não pode ser tratada como uma terra sem lei, sendo necessária a proteção dos mais vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes. Regular não é restringir a liberdade de expressão. É garantir que o que já é ilegal no mundo real seja tratado assim também no ambiente virtual, disse.
O presidente elogiou a recente aprovação, no Congresso brasileiro, de uma das leis mais avançadas do mundo para proteção da infância no ambiente digital e mencionou iniciativas do governo para fomentar a concorrência nos mercados digitais, incentivar a instalação de data centers sustentáveis e construir uma governança multilateral para a inteligência artificial.
Defesa da democracia como inclusão social
Encerrando sua participação, Lula ressaltou que a democracia só é plena quando garante condições dignas de vida à população. A democracia falha quando as mulheres ganham menos que os homens, quando morrem pelas mãos de parceiros e familiares, ou quando a pobreza condena milhões à exclusão social, afirmou.
Com um discurso firme e centrado na justiça social, Lula reforçou perante líderes mundiais que o combate à fome e à pobreza é o maior desafio do nosso tempo e deve ser encarado como a verdadeira prioridade da comunidade internacional.
Com informaçoes do brasil247
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