Executivo citou cenário eleitoral desfavorável e divisão entre candidatos latino-americanos como motivos para a decisão
O governo do Chile anunciou nesta terça-feira (24/3) que decidiu retirar o apoio à candidatura da ex-presidente Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A indicação vinha sendo articulada em parceria com Brasil e México.
Bachelet, que é de centro-esquerda, tinha sido indicada durante a gestão do ex-presidente Gabriel Boric, que é de esquerda. Agora comandado pelo direitista José Antonio Kast, conhecido como Bolsonaro chileno, o país decidiu voltar atrás na indicação.
Em comunicado, o governo explicou que o cenário atual tornou a candidatura pouco viável. Entre os fatores apontados estão a divisão entre nomes da América-Latina e divergências com atores-chave envolvidos no processo de escolha.
O texto também destaca que, além de retirar oficialmente o apoio, o Ministério das Relações Exteriores e as representações diplomáticas do Chile no exterior deixarão de atuar na promoção do nome de Bachelet.
Apesar do recuo, o governo adotou um tom cauteloso em relação à ex-presidente. Reconhecendo sua trajetória, afirmou que, caso Bachelet decida seguir na disputa, o Chile optará por não apoiar nenhum outro candidato, mantendo uma posição de neutralidade.
A medida marca uma mudança significativa em relação ao posicionamento anterior do país, que havia demonstrado apoio à ex-chefe de Estado na corrida pelo comando da ONU.
Com informações do portal Gov.br
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