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Policiais se manifestam contra feminicídios envolvendo agentes

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Vídeos produzidos por corporações de diferentes estados expõem frases comuns de agressores e reforçam a urgência do combate coletivo à violência contra a mulher

Com os recentes casos de feminicídio envolvendo agentes de segurança pública, corporações têm se mobilizado em campanhas de conscientização contra a violência de gênero. Vídeos divulgados por guardas municipais e policiais militares nesta semana mostram agentes rasgando cartazes com frases frequentemente usadas por agressores, em uma crítica direta à naturalização desse tipo de discurso.

Na Serra, no Espírito Santo, policiais da Guarda Civil Municipal publicaram um vídeo em que aparecem segurando mensagens como “Se você me deixar eu não sei o que eu faço”, “Eu só quero te proteger”, “Você apanhou porque me provocou” e “Apaga essa foto”. Em seguida, elas rasgam os cartazes, simbolizando a rejeição a comportamentos abusivos que, muitas vezes, antecedem a violência física.

A iniciativa rodou o país e outras corporações aderiram. Em Minas Gerais, a Polícia Militar também divulgou um vídeo em referência ao Dia Internacional da Mulher. 

Na gravação, soldados exibem e destroem frases como “Lugar de mulher é no fogão”, “A culpa é da sua roupa” e “Isso não é trabalho para mulher”. A ideia era reforçar, principalmente, que o enfrentamento à violência deve ser uma responsabilidade coletiva de toda sociedade.

O sargento Vietro afirma que gestos simbólicos não são suficientes para reparar danos causados pela violência. “Presentes, flores e elogios não curam as dores de feridas que foram abertas. Palavras ditas de maneira irresponsável têm o potencial de paralisar, ferir e até matar. O melhor presente que você pode dar a uma mulher é a decisão de amá-la, e esse amor precisa ser visto em atitudes práticas”, afirmou.

A campanha tem se espalhado por diferentes estados, com o objetivo de chamar atenção para o aumento dos casos de feminicídio.

Nos últimos dias, dois crimes envolvendo agentes de segurança pública comoveram o país. Em São Paulo, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi preso na quarta-feira (18/3), suspeito de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32. Ela foi encontrada morta em 18 de fevereiro, com um tiro na cabeça, na residência do casal, no Brás, região central da capital. Inicialmente tratada como suicídio, a ocorrência passou a ser investigada como homicídio.

Já em Vitória, no Espírito Santo, a comandante da Guarda Municipal, Dayse Barbosa, foi morta a tiros na madrugada de segunda-feira (23/3). O principal suspeito é o namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que invadiu a casa da vítima com o uso de uma escada e efetuou cinco disparos contra a cabeça dela. Em seguida, ele tirou a própria vida.

Com informações do Correio Braziliense

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