Ex-deputado bolsonarista George Santos é condenado a 7 anos de prisão nos EUA

Eduardo Santos ao lado de George Santos, condenado nos EUA. Foto: reprodução

O ex-deputado republicano dos EUA George Santos, aliados a políticos bolsonaristas no Brasil, foi condenado nesta sexta-feira (25) a sete anos e dois meses de prisão por crimes como fraude eletrônica e roubo de identidade. A sentença foi proferida pela juíza federal Joanna Seybert em Nova York, que determinou que Santos se entregue até 25 de julho para começar a cumprir pena.

Promotores haviam pedido uma punição severa para “refletir a gravidade dos crimes sem precedentes de Santos”. Filho de brasileiros e conhecido como a drag queen “Kitara Ravache” quando morou no Rio de Janeiro, ele se tornou o sexto deputado a ser expulso na história do Congresso estadunidense, após um mandato marcado por mentiras e escândalos financeiros.

A defesa, que pedia apenas dois anos de prisão, argumentou que sua conduta foi “desonesta”, mas “decorreu em grande parte de um desespero equivocado relacionado à sua campanha política, e não de malícia inerente”.

Rede de fraudes e mentiras

Os promotores descreveram as ações de Santos como uma “rede descarada de enganos”. Ele foi acusado de falsificar registros de doações de campanha para atingir o limite de US$ 250 mil necessário para se qualificar dentro do Partido Republicano. Quando soube que não havia alcançado o valor, Santos enviou uma mensagem a um associado: “Vamos fazer isso de forma um pouco diferente”.

A “abordagem diferente” incluía doações falsas atribuídas a familiares, pessoas fictícias e até identidades roubadas de apoiadores idosos. Sua ex-tesoureira, Nancy Marks, já se declarou culpada e aguarda sentença.

Além disso, Santos usou dinheiro de campanha para comprar artigos de luxo e mentiu repetidamente sobre seu passado, afirmando ter trabalhado no Goldman Sachs, sido atleta universitário e descendente de sobreviventes do Holocausto.

O ex-deputado dos EUA George Santos se vestia como drag no Brasil. Foto: reprodução

Culpa e possível perdão presidencial

Santos se declarou culpado por fraude eletrônica e roubo de identidade, evitando um julgamento. Em declaração, admitiu que “a ambição anulou” seu “juízo” e pediu desculpas a eleitores e familiares. Agora, ele planeja pedir perdão a Donald Trump. “Se ele achar que sou digno de clemência, pode tomar essa decisão”, disse ao NY1.

Sobre as multas, Santos afirmou não ter recursos: “Não posso pagar nada neste momento”. Ainda assim, prometeu tentar ressarcir os valores.

Com informações do Diário do Centro do Mundo

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