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Lula: “Nós também queremos ser engenheiros, médicos, doutores”

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Nesta quinta (24), presidente visitou município de Minas Novas (MG), no Vale do Jequitinhonha, para anunciar R$ 1,17 bilhão de investimentos em educação para comunidades indígenas e quilombolas

O presidente Lula visitou, nesta quinta-feira (24), o município mineiro de Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, para anunciar novas políticas voltadas às populações tradicionais e vulneráveis em todo o Brasil. Por meio do Novo PAC, o governo federal vai investir R$ 1,17 bilhão em educação para comunidades indígenas e quilombolas.

Ao lado de ministros e aliados, Lula discursou em tom nacionalista. Ele exaltou a população do Vale do Jequitinhonha, a quem atribuiu resiliência e resistência, e defendeu a ascensão das classes mais vulneráveis. “Esse país nunca se importou com a educação do povo pobre. Porque filho de rico ia estudar no exterior e filho de pobre ia cortar cana, ia capinar ou trabalhar de servente de pedreiro ou de empregada doméstica em São Paulo”, afirmou o presidente.

“Nós não temos vergonha de ser domésticas ou domésticos. Nós não temos vergonha de ser pedreiro ou cortador de cana. Mas nós também queremos ser engenheiros, médicos, doutores”, prosseguiu, sob a ovação da população de Minas Novas. “Nós não queremos tirar nada de ninguém.”

Nesta quinta (24), o governo federal entregou 249 escolas, sendo 179 indígenas e 70 quilombolas. Ademais, há também 22 obras emergenciais nos territórios Yanomami e Ye’Kwana, que receberão sete escolas, 10 espaços de saberes, quatro casas-escola e um centro de formação de professores.

A meta é consolidar a educação escolar indígena em Territórios Etnoeducacionais (TEEs), com a participação dos povos originários, observada a territorialidade e respeitada as necessidades e especificidades sociais, históricas, culturais, ambientais e linguísticas, conforme o Decreto 6.861/2009.

Reparação e inclusão

Presente ao evento, o ministro da Educação, Camilo Santana, também discursou. O petista agradeceu aos movimentos sociais o suporte na elaboração das políticas públicas educacionais. “Minas Novas é símbolo de tudo que defendemos: reparação, inclusão, ancestralidade e inovação”, elencou.

“A educação, minha gente, é o caminho mais potente para transformar o Brasil. E é no Vale do Jequitinhonha, esse território fértil de cultura, história e esperança, que semeamos hoje um futuro de justiça social, de equidade e dignidade para todas as nossas crianças e jovens, de todas as raças, de todos os territórios, dos quatro cantos desse país”, pregou o ministro.

Em 2024, o governo Lula entregou 13 escolas indígenas e nove quilombolas. A partir de 2025, serão construídas 117 escolas indígenas e 48 quilombolas. Outras 49 escolas indígenas e 13 quilombolas estão previstas, graças a parceria entre o Ministério da Educação (MEC), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops).

Pronacampo

O MEC vem tocando a Política Nacional de Educação do Campo, das Águas e das Florestas, que fortalece o respeito e o reconhecimento da diversidade, da participação e do protagonismo político, epistêmico e pedagógico das populações do campo, das águas e das florestas.

O programa pretende: estruturar um sistema de avaliação e monitoramento da educação dos povos do campo, das águas e das florestas; estimular a construção de capacidades institucionais para a condução das políticas de educação dos povos, nos entes federados e no sistema de governança popular; e consolidar a modalidade educação do campo, das águas e das florestas, com implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar do Campo.

Nego Bispo

O Programa Escola Nacional Nego Bispo, por sua vez, tem por objetivo a valorização e a integração dos saberes tradicionais na formação acadêmica de estudantes de licenciatura das instituições públicas de ensino superior e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia.

A valorização e a integração dos saberes tradicionais também está prevista na formação continuada de profissionais da educação básica, assim como nas comunidades locais. O que se pretende é garantir o pluralismo de ideias, de concepções pedagógicas e epistemológicas e o protagonismo dos sujeitos.

Campus Quilombo

Ainda em obras, o novo campus do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), no Quilombo Minas Novas, faz parte do plano de expansão dos 102 novos institutos federais pelo Brasil. Ele vai atender prioritariamente as comunidades quilombolas e demais povos tradicionais da região.

O campus amplia a oferta da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica de maneira alinhada aos direitos dos povos e comunidades tradicionais, seus saberes ancestrais e o desenvolvimento sustentável. Os investimentos do Novo PAC totalizam R$ 25 milhões, sendo R$ 15 milhões para a infraestrutura e R$ 10 milhões para equipamentos.

A expectativa é atender 1.400 estudantes de 18 municípios e 176 comunidades quilombolas certificadas ou em processo de certificação com cursos técnicos integrados ao ensino médio.

Com informações do PT Org

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