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Pôr do Sol no Parque reúne música e natureza aos domingos em Brasília

Crédito da imagem: Ed Alves/CB/D.A Press

Ceilândia em Alerta — O Parque da Cidade Sarah Kubitschek tem recebido, aos domingos, uma programação que combina música e natureza durante o período de seca em Brasília. O projeto Pôr do Sol no Parque reúne moradores da capital às margens do lago próximo ao estacionamento 11 para acompanhar, ao vivo, as apresentações do saxofonista Luno Delucci.

A iniciativa ocorre desde maio de 2024 e se tornou uma opção gratuita de lazer para quem busca aproveitar o fim de tarde ao ar livre. Segundo o administrador do parque, Todi Moreno, cerca de 3,5 mil pessoas frequentam o espaço, em média, aos domingos para acompanhar a apresentação.

Em 2026, o projeto começou no domingo do Dia dos Pais e terá duas últimas apresentações nesta temporada: 27 de setembro e 4 de outubro.

Música sobre as águas

A principal atração do projeto é Luno Delucci, que realiza a apresentação de saxofone dentro de um barco no lago. O músico é acompanhado pelo barqueiro Marivon Medeiros, de 57 anos.

A programação segue um ritual. A partir das 16h, um DJ inicia a trilha sonora. Por volta das 17h20, Luno e Marivon entram no lago para a apresentação, que começa tradicionalmente com o Bolero de Ravel e termina com a Ave Maria.

Cada domingo tem um tema diferente. O repertório já incluiu homenagens à Legião Urbana e a Michael Jackson, músicas de novelas e canções relacionadas às décadas de 1980 e 1990.

A escolha dos temas é feita por Luno Delucci e sua esposa, Lisa Alvarenga, professora e coprodutora do espetáculo. Ela também apresenta e conduz a programação.

O projeto se soma a outras opções de programação cultural gratuita no Distrito Federal promovidas ao longo do ano.

Ideia surgiu em João Pessoa

A inspiração para o projeto veio do Pôr do Sol da Praia do Jacaré, em João Pessoa, onde o saxofonista Jurandy do Sax se apresenta há mais de duas décadas durante o pôr do sol, com destaque para sua interpretação do Bolero de Ravel.

Todi Moreno contou que conheceu a experiência e decidiu adaptar a ideia para o Parque da Cidade, aproveitando o lago e o cenário natural de Brasília.

A primeira apresentação no Distrito Federal foi realizada de forma experimental, mas teve boa receptividade. Desde então, o projeto passou a integrar a rotina de muitos frequentadores do parque.

O Parque da Cidade também recebe outros eventos culturais e de entretenimento ao longo do ano. Em julho, por exemplo, o espaço sediou o K-Festival, dedicado à cultura coreana.

Trajetória de Luno Delucci

Nascido em Brasília, Luno Delucci, nome artístico de Luciano Carvalho, tem 52 anos e atua como músico, compositor e produtor musical há cerca de três décadas.

Durante as décadas de 1980 e 1990, tocou em diferentes casas de shows da capital. No início dos anos 2000, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde permaneceu por cerca de dez anos e trabalhou com artistas como Cássia Eller, Reginaldo Rossi e Alcione.

De volta a Brasília, o saxofonista retomou trabalhos na cena cultural da capital e passou a integrar projetos ligados à música e à produção artística.

Ele afirma ter um repertório de mais de 200 horas de música memorizadas, o que permite adaptar as apresentações aos temas escolhidos para cada domingo.

Desafio dentro do barco

A apresentação no lago também exige cuidados do músico. Segundo Luno, o barco balança durante o espetáculo e o artista precisa controlar os movimentos para manter o equilíbrio.

Além disso, há desafios relacionados à transmissão e à amplificação do som. Mesmo assim, o músico considera a experiência especial por permitir que o público acompanhe seu trabalho enquanto contempla a paisagem.

O projeto também chama a atenção pela relação entre música e natureza, criando uma experiência diferente das apresentações tradicionais em palcos fechados.

Público valoriza artistas do DF

A estudante de educação física Marta Ziller, de 26 anos, é uma das frequentadoras do projeto. Ela afirma que gosta de aproveitar as atividades realizadas ao ar livre na cidade e destaca a possibilidade de reunir pessoas de diferentes idades em um mesmo espaço.

Para ela, iniciativas desse tipo também ajudam a aproximar artistas e público e contribuem para a manutenção da produção cultural de Brasília.

O administrador Todi Moreno destaca que o projeto não tem fins lucrativos e é realizado em uma área aberta. Segundo ele, a iniciativa nasceu da participação de amigos, artistas e frequentadores do parque.

A organização já planeja uma nova estrutura para 2027 e pretende manter a programação na próxima temporada.

Últimas apresentações de 2026

Quem ainda não acompanhou o Pôr do Sol no Parque terá duas oportunidades antes do encerramento da temporada de 2026: domingo, 27 de setembro, e domingo, 4 de outubro.

As apresentações ocorrem nas margens do lago próximo ao estacionamento 11 do Parque da Cidade. A proposta é reunir música ao vivo, paisagem e convivência em um dos principais espaços de lazer de Brasília.

O projeto também se encaixa na agenda de eventos culturais e de lazer do Distrito Federal, que reúne atrações musicais, espetáculos e atividades gratuitas em diferentes regiões da capital.

Fonte: Correio Braziliense

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