Solidariedade global ganha força para libertar Dr. Hussam Abu Safiya, preso pelo exército israelense, reavivando o debate sobre direitos humanos e saúde na Palestina. Assine a petição

O médico Hussam Abu Safiya
A prisão do médico Hussam Abu Safiya, junto com outros profissionais da saúde dentro do hospital onde trabalhava e dirigia, pelo exército israelense no final de dezembro, alcançou repercussão internacional. O episódio destacou, mais uma vez, as arbitrariedades de Israel na Faixa de Gaza.
Segundo relatos na imprensa estrangeira, durante sua prisão, o Dr. Abu Safiya relatou ao filho, Ilyas Abu Safiya, os abusos e torturas que enfrentou. As práticas das autoridades israelenses provocaram indignação da comunidade internacional. Ele foi detido no Hospital Kamal Adwan, onde atuava como diretor, no norte de Gaza, e permanece sob custódia sem qualquer acusação formal. O caso acendeu novamente o debate global sobre as condições na região e simboliza a crise humanitária e a destabilização do sistema de saúde palestino.
Apoio e Solidariedade Internacional
Em resposta, uma campanha internacional que exige a liberdade do Dr. Abu Safiya está em andamento. Sindicatos de profissionais de saúde do estado de São Paulo estão engajados, e em fevereiro, um manifesto foi enviado a Fábio Manzini, então diretor da Secretaria de Relações Institucionais de São Paulo, solicitando a intervenção do governo brasileiro.
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O documento denuncia as violações de direitos humanos, incluindo tortura e abuso sexual sofridos pelos trabalhadores palestinos. A iniciativa faz parte de uma articulação global que envolve políticos e instituições de vários países. Parlamentares da França e do Reino Unido assinaram o manifesto em defesa do Dr. Abu Safiya, com apoio também de representantes dos Estados Unidos. No Brasil, a Central Única dos Trabalhadores, tradicional apoiadora da causa palestina, lidera a campanha.
Apelo da ONG Al Mezan
Personalidades e lideranças como o senador e presidente do PT, Humberto Costa, a cineasta Tata Amaral, o jornalista Breno Altman e o deputado federal Henrique Fontana, manifestaram apoio à causa. O próximo passo é garantir que o manifesto chegue ao presidente Lula, na expectativa de uma declaração pública do governo federal.
A ONG Centro Al Mezan para os Direitos Humanos expressou preocupação com a segurança e bem-estar do pediatra, denunciando a falta de acesso a um advogado, o que representa uma violação clara do direito internacional que deveria proteger o médico. A ONG exige a libertação imediata e incondicional do Dr. Abu Safiya e de todos os palestinos detidos arbitrariamente por Israel. A organização também faz um apelo à comunidade internacional, incluindo aliados de Israel, para pressionar Netanyahu a pôr fim às violações sistêmicas dos direitos humanos na região.
Com informações do PT Org
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