Brasília receberá no dia 15 de abril uma ampla mobilização nacional que vai reunir milhares de trabalhadores de todas as regiões do país. A Marcha da Classe Trabalhadora, com concentração marcada para às 8h no Teatro Nacional, pretende pressionar o Congresso Nacional e o Governo Federal por avanços concretos em direitos trabalhistas, valorização profissional e melhores condições de vida.
Organizada por centrais sindicais e entidades representativas de diversas categorias, a Marcha da Classe Trabalhadora se consolida como um dos principais atos políticos e sociais do calendário nacional de lutas. A expectativa é de que caravanas vindas de diferentes estados ocupem a Esplanada dos Ministérios, repetindo mobilizações anteriores que reuniram dezenas de milhares de pessoas.
Mais uma vez, o Distrito Federal assume papel estratégico como epicentro das lutas populares. A participação de diversas categorias é apontada como fundamental para fortalecer o movimento e ampliar o alcance das reivindicações, especialmente diante da chegada de trabalhadores de diversas regiões do país.
A marcha também contará com forte presença do setor educacional. O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) convocou professores e orientadores da rede pública do DF a participarem da mobilização, com paralisação nas escolas. Com o tema “Educação pública, presente! Mais respeito e valorização para quem educa o Brasil”, a categoria pretende dar visibilidade à defesa da educação pública como eixo central para o desenvolvimento do país.
Além do ato público está prevista a entrega da Agenda da Classe Trabalhadora ao Governo Federal e ao Congresso Nacional, consolidando as principais demandas construídas pelas entidades sindicais.
Reivindicações que marcam a mobilização
Entre as principais pautas da Marcha da Classe Trabalhadora este ano está o fim da escala 6×1, considerada por trabalhadores e sindicatos como um modelo que compromete a qualidade de vida e o equilíbrio entre trabalho e descanso. A redução da jornada para 40 horas semanais aparece como reivindicação prioritária.
Outro eixo importante é o combate à precarização do trabalho, com destaque para a crítica à pejotização e à falta de regulamentação do trabalho por aplicativos. As entidades defendem a garantia de direitos trabalhistas e proteção social para esses trabalhadores, além do fortalecimento das negociações coletivas.
No campo do serviço público, a mobilização denuncia o enfraquecimento do Regime Jurídico Único (RJU) e alerta para processos de privatização considerados indiretos, como a ampliação de parcerias público-privadas e a transferência de serviços essenciais para organizações privadas. Também está na pauta a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que assegura o direito à negociação coletiva e à greve para servidores públicos.
A marcha ainda levanta bandeiras sociais consideradas urgentes, como o enfrentamento ao feminicídio e a defesa de condições dignas de trabalho para todas as categorias. Para os organizadores, a mobilização é uma resposta coletiva às desigualdades e um instrumento de pressão legítimo por políticas públicas que garantam direitos e promovam justiça social.
Serviço
Marcha da Classe Trabalhadora 2026
Data: 15 de abril
Horário: a partir das 8h
Local: concentração no Teatro Nacional
Com informações do Brasil de Fato
Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.



