Governo chinês afirma que defenderá seus interesses diante da possibilidade de novas sanções anunciadas pela administração de Donald Trump por causa das relações comerciais com o Irã.
A China afirmou nesta quarta-feira (26) que responderá caso os Estados Unidos ampliem as sanções contra empresas e instituições financeiras chinesas que mantêm relações comerciais com o Irã. O alerta foi feito pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, após novas ameaças do governo do presidente Donald Trump.
Segundo Pequim, as sanções unilaterais impostas por Washington não possuem respaldo do direito internacional e representam uma tentativa de interferir nas relações comerciais legítimas entre países soberanos. O governo chinês declarou que adotará “todas as medidas necessárias” para proteger empresas e interesses nacionais caso as restrições avancem.
Tensão cresce em meio à ofensiva contra o Irã
A escalada ocorre após os Estados Unidos anunciarem uma nova rodada de sanções econômicas para aumentar a pressão sobre o Irã. Embora as medidas já atinjam dezenas de empresas e pessoas ligadas ao comércio iraniano, grandes bancos chineses ficaram de fora da lista, em um movimento interpretado por analistas como uma tentativa de evitar um confronto direto entre as duas maiores economias do mundo.
Especialistas avaliam que uma ampliação das sanções contra instituições financeiras chinesas poderia elevar ainda mais as tensões comerciais entre Washington e Pequim, além de provocar impactos no mercado internacional de energia e nas cadeias globais de abastecimento. A China continua sendo o principal destino das exportações de petróleo iraniano e rejeita aderir às restrições impostas pelos Estados Unidos.
🔍 Fontes: Portal Vermelho; Deutsche Welle (DW); UOL.
📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei
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