Ex-deputado compartilha crítica à candidatura de Michelle ao Senado pelo DF e expõe novas divisões no grupo bolsonarista durante o período eleitoral
Ceilândia em Alerta – Segundo informações publicadas pelo portal Vermelho, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou a expor divergências dentro da própria família ao sinalizar que não apoia a candidatura de sua madrasta, Michelle Bolsonaro, ao Senado pelo Distrito Federal. O episódio ocorre justamente em um momento em que a ex-primeira-dama voltou a se aproximar politicamente de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República.
No domingo (23), Eduardo compartilhou em suas redes sociais um vídeo publicado pelo influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura de Michelle é questionada. Na gravação, Allan afirma preferir que as duas vagas do Senado pelo Distrito Federal sejam ocupadas pela deputada federal Bia Kicis e pelo ex-desembargador Sebastião Coelho.
Ao compartilhar o conteúdo, Eduardo acrescentou a expressão “Triste, mas verdadeiro”, sinalizando concordância com a crítica e deixando evidente que não pretende apoiar a candidatura de Michelle.
A manifestação chama atenção porque acontece em meio a uma tentativa de reconstrução da unidade política da família Bolsonaro para as eleições de 2026.
Disputa pelo Senado no Distrito Federal
Michelle Bolsonaro é candidata ao Senado pelo Distrito Federal e aparece em posição de destaque nas pesquisas eleitorais.
Segundo levantamento da Quaest divulgado na terça-feira (25), Michelle aparece na liderança da disputa, com 25% das intenções de voto. Na sequência estão Leila do Vôlei, do PDT, com 17%; Erika Kokay, do PT, com 12%; e Bia Kicis, do PL, com 9%.
O cenário aumenta a importância da disputa dentro do próprio campo bolsonarista, já que Michelle e Bia Kicis são nomes ligados à direita e disputam espaço junto ao mesmo eleitorado.
A sinalização de Eduardo, portanto, não representa apenas uma divergência familiar, mas também pode ser interpretada como uma disputa por espaço político dentro do grupo que pretende influenciar a eleição presidencial e as duas cadeiras do Senado que estarão em jogo no Distrito Federal.
Aproximação entre Michelle e Flávio
O novo episódio ocorre depois de uma série de conflitos públicos envolvendo Michelle e os filhos de Jair Bolsonaro.
Em junho, Michelle expôs publicamente um desentendimento com Flávio Bolsonaro. Na ocasião, a ex-primeira-dama afirmou ter se sentido desrespeitada durante uma conversa com o senador, em meio às divergências sobre alianças políticas do PL no Ceará.
A crise ganhou grande repercussão e chegou a ameaçar a estratégia eleitoral de Flávio, que busca ampliar seu apoio entre mulheres e eleitores evangélicos.
Posteriormente, Flávio pediu desculpas publicamente à madrasta, e os dois retomaram uma aproximação política. Em agosto, Michelle apareceu ao lado do candidato presidencial em materiais de campanha, indicando uma tentativa de deixar as divergências para trás e apresentar uma imagem de unidade.
A reaproximação, porém, não parece ter sido suficiente para pacificar todo o grupo familiar.
Eduardo volta a se posicionar
A manifestação de Eduardo mostra que as diferenças continuam presentes dentro do núcleo político dos Bolsonaro.
O ex-deputado já havia protagonizado atritos com Michelle durante a pré-campanha. Em fevereiro, por exemplo, Eduardo cobrou maior participação da madrasta na campanha de Flávio e criticou a atuação dela e do deputado Nikolas Ferreira.
Na ocasião, Michelle respondeu nas redes sociais com uma publicação que foi interpretada por aliados de Eduardo como uma provocação.
Agora, meses depois, a disputa volta a aparecer publicamente, desta vez diretamente relacionada à eleição para o Senado no Distrito Federal.
Racha pode afetar estratégia eleitoral
As divisões internas acontecem em um momento particularmente delicado para o bolsonarismo. Com as campanhas em andamento, a família Bolsonaro tenta preservar uma imagem de unidade em torno da candidatura de Flávio à Presidência e das candidaturas apoiadas pelo grupo nos estados.
A situação no Distrito Federal é ainda mais estratégica. Michelle lidera as pesquisas para o Senado e possui forte presença entre o eleitorado conservador, enquanto Bia Kicis também busca consolidar seu nome na disputa.
Ao mesmo tempo, Flávio tenta utilizar a aproximação com Michelle para fortalecer sua própria campanha presidencial, especialmente entre o eleitorado feminino e evangélico.
A nova manifestação de Eduardo, portanto, expõe uma contradição dentro da estratégia: enquanto uma parte da família busca demonstrar união publicamente, outra continua fazendo críticas e sinalizando preferência por candidaturas diferentes.
O episódio reforça que, apesar das tentativas de reconciliação, as disputas por espaço e influência dentro da família Bolsonaro continuam abertas e podem ganhar ainda mais peso à medida que a eleição de 2026 se aproxima.
🖋️ Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei
🤖 Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão e edição humana antes de sua publicação.



