O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agendou para a próxima semana uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), e com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) para tratar da formação do palanque que enfrentará Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) na eleição ao governo de São Paulo neste ano. A intenção é avançar nas definições sobre as candidaturas ao Executivo estadual e ao Senado. A informação foi divulgada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.
Segundo o relato, Lula se reuniu na quinta-feira (26) com Haddad e a esposa do ministro, Ana Estela, em Brasília. De acordo com pessoas próximas ao titular da Fazenda, o tema eleitoral surgiu apenas ao final do encontro, já no momento da despedida.
Conforme esses relatos, Lula perguntou quando Haddad retornaria à capital federal e indicou que pretende chamar Alckmin para uma conversa na terça-feira (3), data prevista para a chegada do ministro a Brasília. O objetivo do presidente é “bater o martelo” sobre os nomes que disputarão o governo paulista e a vaga ao Senado.
Haddad, por sua vez, tem negado de maneira categórica que já exista uma definição sobre sua eventual candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, como noticiado anteriormente pelo UOL. O ministro afirma que não houve decisão definitiva nem em reuniões realizadas em Brasília, nem durante a viagem recente à Índia, da qual participou ao lado de Lula.
Segundo ele, portanto, a decisão ainda não foi tomada. Apesar disso, a pressão interna para que Haddad entre na disputa cresceu nas últimas semanas, em meio à piora do cenário político e à queda nos índices de popularidade do presidente.
Levantamentos recentes, inclusive pesquisas internas do governo, indicam que o senador Flávio Bolsonaro alcançou Lula em simulações de segundo turno. Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (27) aponta Flávio com 44,4% das intenções de voto, contra 43,8% de Lula, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Aliados de Haddad avaliam que, diante desse contexto, o ministro pode ter dificuldade para recusar um eventual chamado do PT e do próprio presidente para disputar o governo paulista. A leitura dentro do partido é que sua candidatura seria estratégica para fortalecer o desempenho da legenda em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, e para sustentar o projeto nacional de Lula em uma eleição presidencial que já se desenha competitiva.
Com informações do Brasil247
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