O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os representantes dos caminhoneiros dialogaram e chegaram a um entendimento: não haverá greve. Para isso, contribuiu a implementação da medida provisória que endurece as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete de cargas.
“As entidades de caminhoneiros reconheceram a importância da MP do Lula para garantir o pagamento do piso do frete pelas empresas. E a atuação da PF para combater os aumentos abusivos no diesel”, resume o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que esteve reunido com os representantes da categoria nesta quarta-feira (25).
Boulos criticou quem apostou na crise entre o governo e os caminhoneiros. “Teve bolsonarista que tentou fazer politicagem, se aproveitando da pauta e apostando no caos. Não funcionou. Este governo respeita e valoriza quem carrega o Brasil nas costas!”, disse.
“Nós vimos o aumento do diesel de maneira despropositada nos últimos dias por especulação de distribuidoras e postos de gasolina. Os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância das distribuidoras que estão aumentando o preço artificialmente, mesmo com a isenção do PIS-Cofins pelo presidente Lula”, disse o ministro.
Boulos afirma que o governo vai intensificar a fiscalização. “Já foram mais de mil operações da força-tarefa nos postos de gasolina e distribuidoras”, lembra.
“O governo nos recebeu, nos atendeu. A gente fez reuniões com outros sindicatos do Brasil, com a nossa federação, e chegamos ao denominador comum de que a gente tinha que colocar uma das pautas mais importantes, que é o piso mínimo de frete. É ele que traz dignidade para os caminhoneiros e que vem sendo tratado desde 2018. Tínhamos ganhado e não levamos. Agora o governo entendeu, nos abriu as portas e já tá aí a Medida Provisória”, disse Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos-SP.
Entre as medidas, destacam-se:
- Fortalecimento da fiscalização e da aplicação de sanções para garantir o cumprimento dos pisos mínimos de frete;
- Proteção dos transportadores autônomos e motoristas profissionais contra práticas de exploração econômica;
- Melhoria na governança regulatória e no monitoramento das operações de transporte;
- Redução de distorções concorrenciais e promoção de maior equilíbrio no setor de transporte rodoviário de cargas;
- Mitigação de riscos de paralisações e tensões sociais no setor, assegurando a regularidade do fluxo logístico no país.
Com informações do Vermelho
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