EUA precisam do Brasil para avançar em terras raras, diz ministro Alexandre Silveira

CA — O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que os Estados Unidos terão de ampliar a cooperação com o Brasil na área de minerais críticos e terras raras. Segundo ele, a necessidade norte-americana de diversificar fornecedores e reduzir a dependência da China torna o Brasil um parceiro estratégico.

Na avaliação do ministro, as condições brasileiras podem tornar economicamente mais vantajosa uma parceria com os Estados Unidos. Silveira destacou que os custos logísticos e o potencial mineral do país oferecem condições competitivas para a construção de cadeias produtivas.

A disputa pelo controle de minerais estratégicos ganhou importância diante do avanço da eletrificação, da transição energética, da indústria digital e das tecnologias utilizadas em sistemas de defesa.

China domina mercado de terras raras

A China mantém uma posição de destaque na cadeia mundial de terras raras. Segundo dados citados pela RT, o país responde por cerca de 69% da produção mundial desses minerais e possui uma participação ainda maior nas etapas de separação e refino.

Pequim também concentra aproximadamente 94% da produção mundial de ímãs permanentes, componentes utilizados em motores elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas militares.

A concentração demonstra que a existência de reservas minerais não é suficiente para garantir autonomia tecnológica. O domínio das etapas de processamento e transformação dos minerais em produtos industriais representa uma das principais disputas estratégicas entre as grandes potências.

Silveira diz que EUA perderam espaço para a China

Silveira afirmou que integrantes do governo dos Estados Unidos reconheceram a vantagem obtida pela China em setores estratégicos.

De acordo com o ministro, o presidente norte-americano Donald Trump e integrantes de sua administração admitiram, durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que os Estados Unidos perderam espaço para os chineses em áreas como eletrificação, separação de minerais e tecnologias voltadas à indústria de defesa.

Nesse cenário, o Brasil ganha importância por possuir grandes reservas de terras raras e outros minerais considerados essenciais para a economia do futuro.

Brasil busca agregar valor aos minerais

O ministro ressaltou que o Brasil possui recursos naturais e capacidade tecnológica, mas ainda precisa avançar no desenvolvimento das tecnologias utilizadas para separar e processar terras raras.

A estratégia defendida pelo governo brasileiro é evitar que o país se limite à exportação de matérias-primas. A intenção é utilizar os recursos minerais para atrair investimentos, desenvolver tecnologia e criar cadeias industriais dentro do território nacional.

As terras raras são utilizadas em setores como veículos elétricos, baterias, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, centros de processamento de dados, inteligência artificial e sistemas de defesa.

Por causa dessa importância, os minerais críticos passaram a ocupar espaço central nas políticas econômicas e de segurança das principais potências mundiais.

EUA adotam medidas para proteger infraestrutura

A preocupação dos Estados Unidos com a dependência tecnológica também aparece em medidas adotadas pelo governo Trump para proteger a infraestrutura elétrica do país.

O governo norte-americano restringiu a aquisição e a instalação de determinados equipamentos estrangeiros considerados críticos para a rede elétrica. A justificativa envolve questões de segurança nacional e a necessidade de reduzir riscos de interferência externa e vulnerabilidades cibernéticas.

A medida mostra como os temas relacionados à energia, tecnologia, minerais estratégicos e defesa estão cada vez mais conectados na disputa geopolítica internacional.

Brasil ganha espaço na disputa global

O Brasil reúne características que podem aumentar sua relevância na reorganização das cadeias internacionais de fornecimento. Além das reservas minerais, o país possui uma matriz elétrica majoritariamente renovável, território extenso, capacidade industrial e relações diplomáticas com China e Estados Unidos.

Para o governo brasileiro, o desafio é aproveitar essa posição estratégica sem abrir mão da autonomia nacional.

A intenção é ampliar a participação do Brasil nas etapas de maior valor agregado das cadeias produtivas, transformando os recursos minerais em investimentos, tecnologia, empregos qualificados e desenvolvimento industrial.

A avaliação de Alexandre Silveira de que uma parceria com o Brasil pode ser mais barata para os Estados Unidos ocorre justamente em um momento de forte concentração chinesa no processamento de terras raras.

Com isso, as reservas brasileiras passam a representar não apenas uma riqueza natural, mas também um ativo estratégico na disputa tecnológica e econômica entre as grandes potências.

Fonte: Brasil 247.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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