Taxa de 5,8% é a menor para o trimestre até abril desde o início da série histórica do IBGE. Ocupação e rendimento médio real dos trabalhadores crescem
247 – O desemprego no Brasil caiu para 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, alcançando a menor taxa para o período desde o início da série histórica, em 2012, em um cenário marcado também por alta da ocupação, avanço da renda média e crescimento da massa de rendimento no país.
De acordo com os dados da PNAD Contínua Mensal, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esta foi a primeira vez em que a taxa de desocupação ficou abaixo de 6% no intervalo formado pelos meses de fevereiro, março e abril. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, quando o índice havia sido de 6,6%, a queda foi de 0,8 ponto percentual.
Na comparação com o trimestre encerrado em março de 2026, que compreende os meses de janeiro, fevereiro e março, o desemprego também recuou. A taxa passou de 6,1% para 5,8%, uma redução de 0,3 ponto percentual. O índice anterior já havia sido o menor da série histórica para aquele período e o primeiro abaixo de 7% desde 2012.
Ocupação cresce e chega a 102,3 milhões de pessoas
A melhora no mercado de trabalho também apareceu no total de pessoas ocupadas. No trimestre encerrado em abril de 2026, o Brasil registrou 102,3 milhões de pessoas de 14 anos ou mais ocupadas. No mesmo período de 2025, esse contingente era de 101,2 milhões.
O nível de ocupação também avançou na comparação anual. Entre os trimestres encerrados em abril de 2025 e abril de 2026, o indicador passou de 58,2% para 58,4% entre as pessoas de 14 anos ou mais.
Rendimento médio real sobe para R$ 3.732
A PNAD Contínua Mensal também apontou aumento no rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos. No trimestre de fevereiro a abril de 2025, o valor era de R$ 3.542. No mesmo período de 2026, subiu para R$ 3.732.
O crescimento da renda média ocorreu em paralelo ao aumento do número de pessoas ocupadas, o que contribuiu para a expansão da massa de rendimento real habitual no país.
Massa de rendimento chega a R$ 377,04 bilhões
A massa de rendimento real habitual, que corresponde ao total recebido mensalmente por todas as pessoas ocupadas, alcançou R$ 377,04 bilhões no trimestre encerrado em abril de 2026.
O valor representa um acréscimo de R$ 22,8 bilhões em relação ao mesmo período de 2025, quando a massa de rendimentos havia somado R$ 354,14 bilhões.
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