O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo do presidente Lula na Câmara dos Deputados, ironizou os 22 votos contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada de trabalho no Brasil. A declaração foi dada durante a votação em primeiro turno da matéria no plenário da Câmara, nesta quarta-feira (27). As informações foram publicadas originalmente pelo Metrópoles.
Ao comentar o resultado da votação, Pimenta associou o número de votos contrários ao número eleitoral utilizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados políticos. Em discurso no plenário, o parlamentar afirmou que os deputados que votaram contra a proposta se posicionaram “contra a classe trabalhadora”.
“Presidente [Hugo Motta], 472 votos favoráveis e 22 contrários. Vinte e dois, senhor presidente. O número daqueles que, mais uma vez, votaram contra a classe trabalhadora. Vinte e dois: o número que expressa esse sentimento contra o povo brasileiro. A vitória da classe trabalhadora e o 22 derrotado mais uma vez no plenário desta Casa”, declarou Paulo Pimenta.
A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos. No primeiro turno, o texto recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já na segunda votação, a proposta foi aprovada por 461 votos a 19.
O texto estabelece mudanças graduais na jornada semanal de trabalho no país. Atualmente, a Constituição permite carga horária de até 44 horas semanais. Pela proposta aprovada na Câmara, o limite passará para 42 horas semanais após 60 dias da promulgação da emenda constitucional.
Além disso, o projeto determina que, em até 14 meses, a jornada máxima seja reduzida para 40 horas semanais. A PEC também institui oficialmente o modelo de cinco dias de trabalho por semana, garantindo dois dias de descanso aos trabalhadores.
A proposta agora seguirá para análise do Senado Federal, onde precisará passar por nova tramitação antes de ser promulgada.
Deputados que votaram contra a PEC
Os parlamentares que votaram contra a proposta no primeiro turno foram:
- Adriana Ventura (Novo-SP)
- Bibo Nunes (PL-RS)
- Carlos Chiodini (MDB-SC)
- Caroline de Toni (PL-SC)
- Daniel Freitas (PL-SC)
- Daniela Reinehr (PL-SC)
- Fabio Schiochet (União Brasil-SC)
- Fausto Pinato (União Brasil-SP)
- Gilson Marques (Novo-SC)
- Julia Zanatta (PL-SC)
- Kim Kataguiri (Missão-SP)
- Lucas Redecker (PSD-RS)
- Marcel van Hattem (Novo-RS)
- Mauricio Marcon (PL-RS)
- Nicoletti (PL-RR)
- Paulo Marinho Jr. (PL-MA)
- Pezenti (MDB-SC)
- Ricardo Guidi (PL-SC)
- Ricardo Salles (Novo-SP)
- Rosangela Moro (PL-SP)
- Sérgio Turra (PP-RS)
- Zé Trovão (PL-SC)
A aprovação da PEC foi comemorada por parlamentares da base governista e por setores ligados ao movimento sindical, que defendem a redução da jornada como medida para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliar o tempo de descanso e estimular a geração de empregos.
Com informações do portal 247
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