Fim da escala 6×1 mobiliza centrais sindicais em defesa da redução da jornada de trabalho sem redução salarial

Campamha pelo fim da escala 6×1 terá atos em várias cidades do país

247 – A campanha pelo fim da escala 6×1 terá atos em várias cidades do país na próxima terça-feira (30), em uma mobilização nacional organizada por centrais sindicais, movimentos sociais e entidades em defesa da redução da jornada de trabalho sem redução salarial, pauta histórica do movimento sindical brasileiro.

Segundo a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que divulgou a convocação em seu site oficial, a iniciativa busca ampliar o debate público sobre a necessidade de relações de trabalho mais justas, com impacto direto na qualidade de vida, na saúde, na convivência familiar e na valorização dos trabalhadores.

A CTB convocou sua militância, dirigentes sindicais, sindicatos filiados, federações, confederações, movimentos populares e a classe trabalhadora em geral para participarem do Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1. A jornada de lutas ocorrerá em capitais e cidades de diferentes regiões do país, com atos públicos, panfletagens, concentrações e caminhadas.

A escala 6×1 prevê seis dias consecutivos de trabalho para apenas um dia de descanso. Para a central sindical, esse modelo compromete o bem-estar dos trabalhadores, dificulta a conciliação entre vida profissional, familiar e social e aprofunda a precarização das relações de trabalho.

A mobilização nacional também pretende demonstrar unidade entre entidades sindicais e movimentos sociais em torno da defesa de uma jornada mais humana. A reivindicação central é que a redução do tempo de trabalho ocorra sem perda salarial, de forma a preservar a renda e ampliar o direito ao descanso.

Entre os atos confirmados para terça-feira (30), estão mobilizações em Maceió, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, João Pessoa, Curitiba, Rio de Janeiro, Natal, Porto Alegre, Florianópolis, Chapecó e São Paulo.

Em Alagoas, o ato está previsto para as 15h, no Calçadão do Comércio, em Maceió, em frente ao antigo prédio do Produban. Na Bahia, a concentração será na Praça da Piedade, em Salvador, às 16h. No Distrito Federal, os manifestantes se reunirão às 17h na Praça Lúcio Costa, em frente ao Conjunto Nacional, em Brasília.

Em Minas Gerais, a mobilização será realizada na Praça Sete, em Belo Horizonte, às 17h30. Na Paraíba, o ato ocorrerá em João Pessoa, na Lagoa do Parque Solon de Lucena, às 7h. No Paraná, a concentração será em Curitiba, na Esquina da Democracia, no cruzamento da Rua XV de Novembro com a Monsenhor Celso, às 17h.

No Rio de Janeiro, a manifestação está marcada para as 8h, no Terminal Gentileza. No Rio Grande do Norte, em Natal, os trabalhadores se concentrarão às 15h na parada do Carrefour, com caminhada até o Nordestão da Avenida Engenheiro Roberto Freire.

No Rio Grande do Sul, o ato em Porto Alegre começará às 7h30, com concentração em frente à Rodoviária e caminhada até o Palácio Piratini. Em Santa Catarina, haverá mobilização em Florianópolis, com concentração às 16h30 no Largo da Alfândega e caminhada pelo Centro às 18h. Em Chapecó, estão previstas panfletagens e atividades no Terminal Urbano, das 7h às 9h.

Em São Paulo, a concentração será às 18h, em frente ao MASP, na Avenida Paulista, um dos principais pontos de mobilização política e social do país. No Ceará, a atividade relacionada à pauta já foi realizada na quinta-feira (25), no centro de Fortaleza, reunindo trabalhadores e representantes de entidades sindicais.

Para ampliar a divulgação da campanha, a CTB também disponibilizou um modelo de arte para materiais estaduais e municipais. A orientação é que sindicatos, entidades e direções estaduais utilizem o template oficial para unificar a identidade visual da mobilização e fortalecer a presença da campanha nas redes sociais.

A agenda nacional pelo fim da escala 6×1 ocorre em meio ao crescimento do debate sobre redução da jornada de trabalho no Brasil. Para as entidades sindicais, a discussão envolve não apenas a organização do tempo de trabalho, mas também a saúde física e mental dos trabalhadores, o direito ao descanso e a possibilidade de uma vida social e familiar mais equilibrada.

A CTB afirma que a presença da militância e da população nos atos será decisiva para pressionar pelo avanço da pauta e fortalecer a luta por melhores condições de trabalho. A mobilização reúne, em diferentes cidades, sindicatos, movimentos sociais e trabalhadores em torno da defesa de uma jornada considerada mais justa e compatível com as necessidades da classe trabalhadora.

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