Vice-presidente Alckmin busca negociações para reverter aumento de 50% em taxas sobre produtos brasileiros, anunciado por Donald Trump
O governo brasileiro afirmou, por meio de nota divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) neste domingo (27), que mantém o diálogo com os Estados Unidos sobre as novas tarifas impostas aos produtos nacionais, mas ressalta que as negociações não têm “qualquer contaminação política ou ideológica”, informa reportagem do Metrópoles.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o MDIC, tem conduzido as tratativas com os norte-americanos desde abril, quando a proposta inicial era uma tarifa de 10%. No entanto, a situação se agravou no início de julho, com a elevação abrupta do percentual. “Desde o anúncio das medidas unilaterais feito pelo governo norte-americano, o governo brasileiro, por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vem buscando negociação com base em diálogo, sem qualquer contaminação política ou ideológica”, destacou a pasta em comunicado.
Soberania e reciprocidade
Lula tem defendido publicamente a soberania do Brasil e criticado a interferência de outros países em assuntos internos. O presidente adiantou que, se as tarifas não forem revistas, o Planalto recorrerá à Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao país adotar medidas comerciais em resposta a ações unilaterais de nações estrangeiras. “Reiteramos que a soberania do Brasil e o estado democrático de direito são inegociáveis. No entanto, o governo brasileiro continua e seguirá aberto ao debate das questões comerciais”, reforçou o MDIC.
Apesar dos esforços, Alckmin enfrenta obstáculos nas negociações. Até o momento, não houve avanços concretos para adiar ou reduzir as tarifas. O governo brasileiro, contudo, enfatiza a importância da relação bilateral, que completa 200 anos. “Esse histórico deve ser preservado”, pontuou a nota.
Enquanto as tratativas seguem, setores empresariais e econômicos monitoram com preocupação os desdobramentos, temendo impactos no comércio exterior. A Câmara de Comércio dos EUA já havia alertado que a medida pode criar um precedente negativo para as relações entre os dois países.
Com informações do Brasil 247
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