Defesa de Karina Gama acionou o ministro André Mendonça e argumenta que apuração conduzida em São Paulo tem relação com o caso do Banco Master, atualmente sob análise da Suprema Corte.
A empresária Karina Gama, ligada à produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que assuma investigações que atualmente tramitam na Justiça Estadual de São Paulo.
O pedido foi encaminhado nesta quarta-feira (26) ao ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master no STF. A defesa argumenta que existem conexões entre as apurações conduzidas em São Paulo e fatos que já estão sob análise da Suprema Corte.
A investigação paulista envolve suspeitas de irregularidades em um contrato firmado com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano. A Polícia Civil apura a possibilidade de recursos relacionados ao contrato terem sido desviados para financiar a produção de “Dark Horse”.
Defesa aponta relação com investigação do Banco Master
Karina Gama é dona do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e sócia da Go Up Entertainment, empresa responsável pelo filme. Seus advogados sustentam que as investigações conduzidas na primeira instância apresentam elementos relacionados à aplicação de recursos financeiros do Banco Master na produção cinematográfica.
A defesa argumenta que essa conexão seria suficiente para estabelecer a competência do STF para analisar o caso. Por esse motivo, os advogados pedem a transferência imediata dos processos que estão na Justiça paulista para a Suprema Corte.
O caso ganhou maior repercussão após surgirem informações sobre o financiamento do filme e possíveis relações com o Banco Master. Reportagem anterior apontou que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção. Flávio negou ter negociado qualquer vantagem indevida e afirmou que os recursos envolvidos eram privados.
STF já autorizou acesso da Polícia Federal à investigação
A apuração sobre a produtora já chegou ao Supremo por outra frente. Na segunda-feira (24), o ministro Flávio Dino autorizou a Polícia Federal a acessar informações de uma operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo envolvendo a Go Up Entertainment.
A investigação também envolve o Instituto Conhecer Brasil. O caso chegou ao STF após questionamentos sobre a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares encaminhadas à entidade pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP).
Agora, caberá ao Supremo analisar o argumento apresentado pela defesa de Karina Gama e decidir se há elementos jurídicos suficientes para retirar da Justiça Estadual de São Paulo as ações relacionadas à empresária.
Até que haja uma decisão definitiva, as irregularidades mencionadas permanecem sob investigação e as pessoas e empresas envolvidas devem ser consideradas inocentes enquanto não houver condenação judicial.
🔍 Fontes: Brasil de Fato; Agência Brasil.
📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei
🤖 Nota de transparência: Esta reportagem contou com o apoio de ferramentas de inteligência artificial para auxiliar na organização e no aprimoramento do texto. Todo o conteúdo foi revisado, checado e editado por equipe humana antes de sua publicação.



