NOVA PESQUISA DO MERCADO: HADDAD VENCE NO 2º TURNO E REJEIÇÃO A BOLSONARO DISPARA

A nova pesquisa XP/Ipespe acaba de ser divulgada e traz boas notícias para o candidato Fernando Haddad, do PT, que representa o ex-presidente Lula na disputa. Haddad vence Jair Bolsonaro por 43% a 39% na simulação de segundo turno. No primeiro, Bolsonaro ainda aparece na frente, mas sua rejeição disparou e chegou a 60%. O número de mulheres que votam nele é também cada vez menor. Se as eleições fossem hoje, Haddad seria presidente.

Abaixo, reportagem do portal Infomoney:

Por Marcos Mortari, do Infomoney – A nove dias do primeiro turno, o clima de polarização protagonizado pelos candidatos à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) se aprofundou, com a dupla ampliando vantagem sobre os demais postulantes ao Palácio do Planalto e travando duelo equilibrado nas simulações de segundo turno. Cada vez fica mais difícil para os adversários a reversão da tendência de uma disputa, a partir de 8 de outubro, entre os dois candidatos mais bem posicionados na corrida presidencial.

Segundo pesquisa XP/Ipespe, realizada entre os dias 24 e 26 de setembro, a distância entre o primeiro pelotão e o segundo agora chega a 10 pontos percentuais, o dobro do que se observou uma semana atrás. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-00526/2018 e tem margem de erro máxima de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Na pesquisa, Bolsonaro manteve a liderança isolada da corrida, mas estacionou aos 28% das intenções de voto. O desempenho é superior em 5 p.p. ao registrado três semanas atrás, antes do atentado a facada sofrido pelo parlamentar durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Com apoio de 32% dos eleitores no Sul e 31% no Sudeste, além de 33% na classe C, o deputado diminui espaços para adversários na via antipetista. Por outro lado, uma de suas fraquezas consiste na expressiva diferença de 15 p.p. entre o apoio do eleitorado masculino (36%) e feminino (21%). Tais fatores podem prejudicá-lo em eventual disputa de segundo turno e até mesmo torná-lo alvo dos efeitos de possível perda de apoio para o chamado “voto útil”.

No retrovisor, Bolsonaro vê Haddad cada vez mais próximo. O petista agora tem 21%, 5 pontos a mais do que na última pesquisa. Desde que foi oficializado candidato à presidência, substituindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele mais que dobrou seu nível de apoio. Nos resultados segmentados, Haddad agora conta com apoio de 31% dos nordestinos, de 26% do eleitorado com nível de escolaridade até o Ensino Médio completo e de 23% daqueles com renda familiar mensal de até 2 salários mínimos.

Com o crescimento, o ex-prefeito paulistano ampliou vantagem sobre seu principal concorrente no “campo vermelho”, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que apenas manteve os 11% de intenções de voto que tinha na semana passada. O pedetista está tecnicamente empatado com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), do “campo azul”, que oscilou de 7% para 8%. O tucano patina até mesmo em faixas de histórico positivo de seu partido em eleições, caso do Sul e do Sudeste, onde não consegue superar os 10% das intenções de voto.

Dono da maior fatia de tempo no horário de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, Alckmin endureceu os ataques a Bolsonaro para tentar reaver votos do antilulismo e garantir um assento na disputa de segundo turno. A estratégia pode ter ajudado a elevar a rejeição do adversário, mas não o fez crescer nas pesquisas até o momento.

Em situação de empate técnico com Alckmin aparece a ex-senadora Marina Silva (Rede), com 5% das intenções de voto. A candidata apresentou uma desidratação de 8 pontos em um intervalo de um mês e viu sua rejeição chegar ao patamar de 68%. Até o fim de agosto, ela era a segunda colocada na pesquisa. Marina chegou a ficar 7 pontos atrás do líder Bolsonaro, agora a diferença é de 23 p.p..

Também pontuam na pesquisa o empresário João Amoêdo (Novo), com 3% das intenções de voto, o senador Álvaro Dias (Podemos), com 2%, mesmo patamar do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB), e o deputado Cabo Daciolo (Patriota), com 1%. O grupo dos “não voto” (composto por votos em branco, nulos e eleitores indecisos) agora soma 17% do eleitorado no cenário estimulado e 39% no espontâneo – quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados. Uma semana atrás, os respectivos percentuais estavam em 23% e 39%.

O levantamento XP/Ipespe também mostrou que, a pouco mais de uma semana do primeiro turno, o nível de interesse pela eleição presidencial subiu de 60% para 64%. Agora, 39% dos eleitores se dizem muito interessados, enquanto 25% afirmam estar mais ou menos interessados no processo. Três semanas atrás, a soma desses grupos representava 52% do eleitorado. A faixa de eleitores que se diz desinteressada com o processo está em 20%, o que pode indicar uma ativação tardia e decisão de voto de parcela relevante durante o sprint final.

Confira os cenários de primeiro turno para a corrida presidencial testados pela pesquisa:

Pesquisa espontânea: sem apresentação de nome dos candidatos aos entrevistados

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