O Censo Escolar aponta melhora nos indicadores do ensino médio público entre os anos de 2022 e 2025 aqui no Brasil. O índice de reprovação caiu 62%, o abandono diminuiu 61% e o atraso escolar teve redução de 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação subiu 11%.
Em entrevista ao É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato, a professora Andrea Cassa, coordenadora do Comitê do Rio de Janeiro da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, avalia que essa melhoria nos indicadores é bastante satisfatória e indica o fortalecimento de políticas públicas do governo Lula.
“É a combinação de políticas públicas, como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Nós tivemos o Escola em Tempo Integral, tivemos também a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, isso é muito importante num país como o nosso, de uma dimensão continental, além da criação do Programa Pé-de-Meia, em 2024, interligado também ao Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Eu acho que a gente tem que concordar, com os dados do censo, que houve, sim, uma melhoria simultânea desses indicadores de abandono, repetência e atraso escolar”, destaca.
Cassa lembra que o período da pandemia da Covid-19 gerou os mais diversos impactos em vários setores, inclusive na educação. “Em 2022, ao retornarem às escolas, nós tivemos uma taxa de não retorno absurdamente grande. É um absurdo. Perdemos milhares de alunos, centenas de milhares de alunos. E, se continuasse daquela forma, sem o devido investimento público e sem essas políticas públicas de educação implementadas a partir de 2023, nós chegaríamos hoje, por exemplo, com quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio. É muito importante recuperar, trazer de novo essa garotada para a escola”, afirma.
A especialista reforça que a educação é um dever constitucional do Estado. “É uma obrigação do Estado e um dever da família também manter esses alunos na escola. O Brasil tem décadas, talvez séculos, de luta pelo direito à educação e, de 1930 para cá, nós conseguimos construir o primeiro Plano Nacional de Educação, só agora no século 20. A educação é uma porta de entrada da garotada para um futuro, para que ele possa transformar a sua realidade, se qualificar para o mercado de trabalho, dessa forma transformar a sua realidade social, ter ambição como jovem. É um direito dele estudar, é um direito dele se qualificar, é um direito dele se qualificar para transformar a sua realidade social”, defende Andrea Cassa.
*Com informações do Brasil de Fato



