Em entrevista à Rádio Itatiaia, presidente reforçou apoio ao senador Rodrigo Pacheco para disputar o governo mineiro e criticou o governador Romeu Zema
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender publicamente o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD) como candidato ao governo de Minas Gerais em 2026. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (29) à Rádio Itatiaia, o petista classificou Pacheco como a “figura política mais importante de Minas” e disse que uma chapa formada ao lado da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), seria “imbatível” nas urnas.
Ao longo da conversa, Lula também criticou o governador Romeu Zema (Novo), a quem chamou de “falso humilde”. O presidente argumentou que Zema tenta vender uma imagem de simplicidade que, segundo ele, não condiz com a realidade de sua gestão.
Apoio a Rodrigo Pacheco
Segundo Lula, Rodrigo Pacheco reúne experiência e credibilidade suficientes para liderar o Estado. Ele destacou o papel do senador na condução do Congresso e em negociações consideradas essenciais para Minas, como o acordo da dívida de R$ 191 bilhões com a União.
“Foi a coragem do Pacheco que garantiu a manutenção do processo democrático neste país. Foi a capacidade dele que permitiu organizar o acordo de uma dívida considerada impagável. Parte dos juros que Minas não vai pagar será transformada em políticas sociais, sobretudo na educação, com quase R$ 4 bilhões investidos”, afirmou o presidente.
Lula insistiu que a decisão cabe ao senador, mas disse não ter dúvidas sobre a vitória de Pacheco caso ele aceite a disputa. “Ele só não será governador se não quiser. Se for candidato, será com apoio de muitos partidos e o povo mineiro saberá reconhecer sua importância”, declarou.
Marília Campos como vice
O presidente também fez questão de enaltecer o papel da prefeita de Contagem, Marília Campos. Para ele, caso aceite compor a chapa como vice de Pacheco, a união seria eleitoralmente forte. “Vejo Marília como possibilidade de qualquer coisa que ela quiser ser. Se topar ser vice, seria uma chapa imbatível”, disse.
Apesar da defesa enfática, Lula afirmou não ter um “plano B” para a eleição em Minas. Ele reforçou que a decisão cabe aos partidos locais, mas manifestou seu desejo pessoal de ver Pacheco na disputa.
Críticas a Romeu Zema
No mesmo tom em que elogiou Pacheco, Lula reservou duras palavras ao governador Romeu Zema. “O Zema é aquilo que a gente pode chamar de uma figura caricata. Ele tenta ser alguma coisa que não é. Por isso o chamo de ‘falso humilde’. Tenta vender a humildade que não tem”, criticou.
O presidente lembrou ainda que Zema herdou, segundo ele, condições financeiras favoráveis após decisão do Supremo Tribunal Federal que permitiu a suspensão do pagamento da dívida mineira com a União durante a gestão de Fernando Pimentel (PT). “Ele teve dinheiro para fazer o que queria. Agora, graças à atitude corajosa do meu ministro da Fazenda e do Pacheco, fizemos um acordo para que todos os estados paguem suas dívidas”, completou.
Minas como centro político
Lula finalizou ressaltando a importância histórica e política de Minas Gerais para o Brasil. Ele citou nomes como Tiradentes, Tancredo Neves, Betinho e Henfil, lembrando que o Estado sempre exerceu forte influência na cena nacional. “Não existe povo mais esperto politicamente. O mineiro já nasce com a experiência política de berço”, concluiu.
Com informações da brasil247
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