Ex-ministro afirma que Cláudio Castro tenta culpar o governo federal para esconder o colapso da segurança no Rio de Janeiro
O ex-ministro José Dirceu criticou duramente o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, após a megaoperação policial que resultou em 64 mortos nos Complexos do Alemão e da Penha. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (29), Dirceu afirmou que “o que estamos vendo no Rio de Janeiro é a confissão da falência da gestão de Cláudio Castro”.
Segundo o ex-ministro, o estado vive “um cenário de descontrole e violência sem precedentes”, e o governador, em vez de reconhecer sua responsabilidade, tenta transferir a culpa para o governo federal. “O governador, em vez de assumir responsabilidade, tenta culpar o governo federal”, escreveu Dirceu em seu perfil no X (antigo Twitter).
Colapso da segurança pública
A declaração ocorre em meio à repercussão da maior operação policial da história do estado, que mobilizou 2.500 agentes das polícias Civil e Militar. De acordo com o balanço oficial, a ação deixou 64 mortos — sendo 60 suspeitos e quatro policiais —, além de 81 prisões e a apreensão de 93 fuzis.
O episódio reacendeu o debate sobre o modelo de segurança pública no Rio de Janeiro e a escalada de violência em comunidades sob gestão de Cláudio Castro. Nos últimos anos, chacinas como as do Jacarezinho, da Vila Cruzeiro, do Alemão e agora da Penha marcaram seu governo com recordes de letalidade policial.
Dirceu aponta uso político da violência
Para José Dirceu, o comportamento do governador reflete uma tentativa de desviar o foco de sua responsabilidade administrativa. “Castro confessou sua falência”, sintetizou o ex-ministro, ao destacar que a gestão estadual não apresenta resultados consistentes na redução da criminalidade e aposta em ações midiáticas de confronto.
Analistas e parlamentares também vêm apontando que a sucessão de operações letais tem sido usada para reforçar uma narrativa política alinhada à extrema direita, que tenta atribuir ao governo federal uma suposta leniência com o crime.
Crise institucional e cobrança por soluções
Enquanto o governo estadual tenta justificar o número de mortos como “resultado do enfrentamento ao tráfico”, cresce a pressão por uma mudança de paradigma na segurança pública. Entidades de direitos humanos e lideranças políticas cobram transparência nas investigações e criticam o uso de operações de grande escala que resultam em massacres e danos à população civil.
Para Dirceu, o quadro atual é de colapso. “A falência da gestão de Cláudio Castro é evidente — o Rio está à deriva, e a violência é o sintoma mais cruel de um governo que perdeu o controle e a credibilidade”, concluiu.
Com informações do Brasil 247
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