Líder do PT na Câmara sugere que operação no Rio de Janeiro pode ter sido usada para mudar pauta nacional
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, levantou suspeitas sobre a motivação política por trás da megaoperação policial realizada nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (28), ele afirmou: “Não descarto que a operação de hoje no Rio de Janeiro tenha sido deflagrada com a intenção abjeta de tentar mudar a pauta da política nacional”.
As declarações de Lindbergh reacendem o debate sobre o uso político de ações policiais no estado. O próprio governador Cláudio Castro já havia admitido, em 2022, em entrevista ao jornalista Octávio Guedes, que operações desse tipo poderiam ter finalidade eleitoral. Na ocasião, Castro disse: “Se me baseasse em pesquisa, faria uma operação policial por semana”.
Megaoperação deixa 64 mortos e 81 presos
O governo do Rio de Janeiro divulgou nesta terça-feira o balanço final da ação, considerada a maior da história do estado. A operação mobilizou cerca de 2.500 policiais civis e militares e foi resultado de mais de um ano de investigações.
De acordo com o relatório oficial, 64 pessoas morreram — sendo 60 apontadas como criminosos e quatro agentes de segurança —, 81 foram presas e 93 fuzis foram apreendidos. Além disso, cerca de 120 quilos de drogas foram recolhidos. A Polícia Civil informou que ainda há buscas nas matas da região e que parte do efetivo permanece no local para garantir a segurança dos moradores, enquanto ruas e avenidas continuam interditadas.
Policiais e civis feridos
Além das quatro mortes entre os agentes, 15 pessoas ficaram feridas, sendo 10 policiais militares e cinco civis. A Polícia Civil prestou homenagens aos agentes mortos em combate e destacou o esforço conjunto das forças de segurança para reduzir a influência de facções criminosas.
O governador Cláudio Castro anunciou que o governo federal atendeu a um pedido do estado para transferência imediata de dez líderes de facções criminosas a presídios federais de segurança máxima. Segundo Castro, a medida busca “enfraquecer o comando do crime” no Rio de Janeiro.
Apesar disso, críticos apontam que o uso recorrente da força e o alto número de mortes reforçam um padrão histórico de políticas de segurança centradas na repressão e na violência.
“Empilhar corpos”, diz Reinaldo Azevedo
O jornalista Reinaldo Azevedo também comentou o episódio, destacando que há uma estratégia política por trás da escalada de violência: “A verdade inescapável é a seguinte: a extrema direita tem uma receita para a segurança pública, que não varia ao longo das décadas: empilhe corpos, abarrote os presídios, massacre os pobres, e se passará, então, a impressão de que algo está sendo feito. Quando tudo der errado, acuse o adversário de ser o responsável pela tragédia porque, afinal, ele teve a ousadia de dizer que sair matando a esmo não é a resposta.”
Lindbergh reforçou que essa hipótese, embora cruel, é plausível. “As maiores chacinas da história do Rio aconteceram sob a gestão de Cláudio Castro: Jacarezinho, Vila Cruzeiro, Alemão e agora Penha”, escreveu o deputado, ao lembrar que a violência estatal tem se tornado uma marca do atual governo fluminense.
Com informações do Brasil 247
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