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Comunidade árabe celebra Dia da Terra Palestina e cobra fim de ataques imperialistas

Data marca momento de forte resistência à expulsão do povo palestino de seu território por parte de Israel

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Uma série de encontros comunitários, publicações, encontros virtuais e manifestações públicas estão sendo realizadas neste domingo (29) em referência ao Dia da Terra Palestina, celebrado em 30 de março. Há exatos 50 anos, os palestinos promoveram uma série de greves e manifestações, tomando conta da Galileia, no norte de Israel, em protesto contra a expropriação de 2,5 mil hectares de terras palestinas para a construção de assentamentos israelenses. O dia 30 ficou marcado como o mais brutal em que seis manifestantes foram mortos, dezenas ficaram feridos e houve inúmeras prisões.

Para celebrar a data, o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, está em Sapucaia do Sul, região metropolitana de Porto Alegre (RS), para um jantar comunitário. Para ele, celebrar dessa forma é uma maneira de lembrar a história milenar de seu povo. “Encontrar-se para comer em comunidade é a realização de um dos pressupostos culturais da existência de um grupo étnico. Resgatá-la, mantê-la e transmiti-la significa um ato de resistência”, disse Rabah ao Brasil de Fato.

Ao longo das décadas, o processo de tomada de terras palestinas foi intensificado por Israel. O Dia da Terra Palestina costumava ser marcado pela colheita de oliveiras. Em 2011, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) criou a brigada de solidariedade Ghassan Kanafani para participar da Campanha da Colheita da Azeitona na Palestina. Um momento de celebração, mas também de cuidado, porque ações israelenses intimidam essas colheitas com frequência.

Rabah conta que há oliveiras de mais de cinco mil anos e que essas árvores não são apenas fornecedoras de azeitona e azeite, mas fazem parte da transmissão de uma cultura milenar. “E isso é muito importante para nós”, acrescenta.

Em São Paulo, o ato ocorreu na Praça Oswaldo Cruz, na avenida Paulista, e cobrou o fim dos ataques imperialistas e sionistas no Irã, no Líbano e na Palestina.

Expulsão iniciada em 1922

O Estado de Israel foi criado em 1948 e naquele ano houve uma grande expulsão de palestinos das suas terras. Em um momento conhecido como Nakba, 700 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas terras para dar lugar a Israel. Rabah recorda que o processo de expulsão dos palestinos iniciou antes, em 1922, com o início do Mandato Britânico sob as terras palestinas, com autorização da antiga Liga das Nações. Nesse período, foi criado o Fundo Judeu com o objetivo de custear a criação de um estado judeu. O mandato seguiu até 1948, quando o Estado de Israel foi criado.

Desde 2023, os ataques se tornaram mais intensos e atualmente a faixa de Gaza está totalmente sob escombros. Israel impede a chegada de ajuda humanitária, há falta de água e de água e alimentos. Para Rabah, essa situação extrema levou a uma mudança no olhar internacional para a Palestina, o que se refletiu no reconhecimento do Estado palestino por parte do Reino Unido, Canadá, Austrália, França, Bélgica, Mônaco e Portugal em 2025 e na mudança da opinião pública.

“Segundo o Instituto Gallup, há mais apoiadores da Palestina do que de Israel nos Estados Unidos. Pela primeira vez, as pessoas comuns falam em sionismo. Pela primeira vez, as pessoas comuns falam em Nakba, em limpeza étnica e dizem que isso acontece há mais de 70 anos”, pontua.

*Com informações do Brasil de Fato

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Fonte:BdF
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