Plano para a agricultura empresarial terá taxas de juros entre 8% e 12,5%, redução de até 1,5 ponto percentual em relação ao ciclo anterior, mas alta de apenas 1,72% nos recursos
O governo federal anunciou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial com taxas de juros entre 8% e 12,5%, redução de até 1,5 ponto percentual em relação ao ano-safra 2025/26, como antecipado pela CNN. Ao todo, serão destinados R$ 525,1 bilhões ao financiamento da produção agropecuária, um acréscimo de R$ 8,9 bilhões em comparação com a safra passada, ou 1,72%.
Do total de recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização, garantindo recursos para despesas essenciais da produção agropecuária, como a aquisição de insumos, a condução das lavouras, a manutenção dos rebanhos e a comercialização da produção. O montante representa uma alta de 7% em relação ao último ciclo.
Outros R$ 140,2 bilhões serão direcionados aos investimentos, com foco na modernização da produção, ampliação da capacidade de armazenagem e incentivo à adoção de tecnologias no campo. O valor é 38% maior que o anunciado no último ano. O plano reúne linhas de crédito, incentivos e instrumentos de política agrícola voltados a médios e grandes produtores.
Taxas de juros por programa
As taxas de juros do Plano Safra 2026/27 foram reduzidas em quase todas as linhas de crédito rural em relação ao ciclo anterior. A única exceção ficou com as linhas do RenovAgro Ambiental e de Recuperação e Conversão de Pastagens, voltadas ao financiamento de práticas sustentáveis e recuperação de áreas degradadas, cujas taxas foram mantidas em 8,5%.
O PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns), destinado a investimentos em armazenagem, terá juros de 8% para projetos com capacidade de até 12 mil toneladas e de 9,5% nas demais operações.
No Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), destinado aos médios produtores, a taxa caiu de 10% para 9%. As linhas do RenovAgro voltadas a investimentos em tecnologias e práticas de produção sustentável também passaram de 10% para 9,5%.
Os financiamentos do Inovagro, que apoia a adoção de inovação tecnológica nas propriedades rurais, do Proirriga, voltado à implantação e modernização de sistemas de irrigação, do Investimento Empresarial e do Moderfrota Pronamp, destinado à aquisição de máquinas e equipamentos por médios produtores, tiveram redução de 12,5% para 11,5%.
No Prodecoop, linha direcionada à modernização e ao desenvolvimento de cooperativas agropecuárias, e no Procap-Agro, voltado ao capital de giro e à capitalização de cooperativas, os juros passaram de 13,5% para 12%.
Já o Moderfrota, principal programa para financiamento de tratores, colheitadeiras e outras máquinas agrícolas para os demais produtores, teve a taxa reduzida de 13,5% para 12,5%.
A linha de custeio empresarial, utilizada para financiar despesas da produção agrícola, também registrou queda, de 14% para 12,5%.
Resumindo:
- PCA até 12 mil toneladas: 8%
- RenovAgro Ambiental e Recuperação / Conversão de Pastagens: 8,5% (taxas mantidas);
- Pronamp: 9% (eram 10% em 2025/26);
- RenovAgro e PCA: 9,5% (eram 10% em 2025/26);
- Inovagro: 11,5% (eram 12,5% em 2025/26);
- Proirriga e Invest. Empresarial: 11,5% (eram 12,5% em 2025/26);
- Moderfrota Pronamp: 11,5% (eram 12,5% em 2025/26);
- Prodecoop e Procap-Agro: 12% (eram 13,5% em 2025/26);
- Moderfrota: 12,5% (eram 13,5% em 2025/26);
- Custeio Empresarial: 12,5% (eram 14% em 2025/26).
A cerimônia oficial está marcada para as 10h da manhã no Palácio do Planalto com a presença do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.



