Militares se afastam do golpe sonhado por Bolsonaro e dizem: “quem ganhar, leva”

As Forças Armadas não contestarão o resultado das eleições e Bolsonaro, se quiser, terá que fazê-lo por meio da Justiça, definiram os militares

Pressionada por Jair Bolsonaro (PL) a se juntar a seus arroubos autoritários e golpistas, as Forças Armas respeitarão o resultado das eleições. É o que garante o Alto-Comando do Exército, segundo o Estado de S. Paulo. No Quartel-General, os militares de mais alta patente pactuaram o respeito às urnas eletrônicas. 

“Os 16 oficiais-generais do grupo mais influente das Forças Armadas indicaram que a caserna vai seguir o rito de reconhecer o anúncio do vencedor pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). ‘Quem ganhar leva’, enfatizaram os militares. A frase começou a ser disseminada na tropa logo depois do encontro, realizado ao longo da primeira semana de agosto”, relata a reportagem.

Jair Bolsonaro (PL) atacou o ex-presidente Lula (PT) e as mulheres, especificamente as candidatas à Presidência da República Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil), em publicação no Twitter nesta sexta-feira (30).

Ele compartilhou uma postagem da jornalista Míriam Leitão, que destacava o posicionamento de Lula no estúdio onde ocorreu o debate entre presidenciáveis da TV Globo, exibido na quinta-feira (29). “Lula ficou perto das mulheres”, escreveu.

Bolsonaro, então, retrucou: “mulheres são os alvos preferidos de ladrões”. O ex-presidente foi inocentado pela Justiça em todos os processos que pesavam contra ele.

Ao longo do debate, Bolsonaro ficou na companhia dos candidatos Ciro Gomes (PDT), Padre Kelmon (PTB) e Luiz Felipe d’Avila (Novo).

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