Ceilândia em Alerta — As eleições legislativas em Israel terminaram sem que nenhum dos blocos políticos alcançasse as 61 cadeiras necessárias para formar maioria no Parlamento. O grupo liderado pelo atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, conquistou 53 assentos, enquanto a coalizão de oposição comandada por Gadi Eisenkot obteve 48. Os partidos árabes elegeram 19 parlamentares e se tornaram decisivos para a definição do próximo governo.
Com o resultado, o presidente israelense, Isaac Herzog, terá uma semana após a divulgação oficial da apuração para indicar qual candidato terá a primeira oportunidade de formar uma coalizão. A escolha não precisa recair sobre o bloco que conquistou mais cadeiras, mas sobre aquele que, na avaliação do presidente, apresenta maiores possibilidades de reunir o apoio parlamentar necessário.
Como funciona a formação do governo
O candidato indicado por Herzog terá 28 dias para negociar alianças e conseguir o apoio de pelo menos 61 parlamentares. O prazo poderá ser prorrogado por mais 14 dias.
Caso a primeira tentativa fracasse, o presidente poderá indicar outro nome, que terá 28 dias, sem possibilidade de prorrogação, para tentar formar uma maioria.
Se a segunda tentativa também não tiver sucesso, os deputados terão 21 dias para apresentar um candidato. O nome indicado contará com mais 14 dias para negociar a formação do governo.
Se nenhuma dessas etapas resultar em uma coalizão, o Parlamento, conhecido como Knesset, será dissolvido e novas eleições serão convocadas.
Partidos árabes podem definir o resultado
A distribuição das cadeiras coloca os partidos árabes no centro das negociações. Tanto Netanyahu quanto Eisenkot precisam buscar apoio fora de seus blocos para alcançar a maioria parlamentar.
As 19 cadeiras conquistadas pelos partidos árabes representam quase o dobro dos dez assentos que essas legendas ocupavam anteriormente e constituem um recorde. O avanço ocorreu em meio à insatisfação de parte da população árabe israelense com a atuação do governo Netanyahu.
Os árabes israelenses são, em grande parte, descendentes dos palestinos que permaneceram no território após a criação de Israel e representam aproximadamente 20% do eleitorado do país.
Esta foi a primeira eleição legislativa desde os ataques do Hamas, em 7 de outubro de 2023, e a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza. Apesar das diferenças políticas, os dois principais blocos não defendem a interrupção da operação militar no território palestino.
A participação eleitoral chegou a 77,9% dos eleitores aptos a votar, o maior índice registrado em décadas.
Netanyahu acusa fraude, mas comissão eleitoral rejeita alegações
Após o resultado, Netanyahu acusou o processo eleitoral de fraude, mas não apresentou provas. A Comissão Eleitoral Central rejeitou as alegações em comunicado divulgado na sexta-feira (30), reiterando declarações feitas pelo diretor interino do órgão, Dean Livne, no dia anterior.
“As notícias publicadas ao longo do dia são totalmente infundadas”, afirmou Livne.
A acusação também foi criticada por representantes dos partidos árabes. Yousef Jabareen, líder da coligação árabe de esquerda Joint List, afirmou que Netanyahu tenta deslegitimar a participação política da população árabe e questionar o direito de seus representantes de participar do processo democrático.
Oposição enfrenta dificuldades para formar aliança
A alternativa mais viável para a oposição retirar Netanyahu do poder seria uma coalizão entre partidos judeus e árabes. Entretanto, o bloco de Eisenkot demonstra resistência a esse arranjo, embora integrantes da oposição já tenham sinalizado disposição para negociar.
Yair Golan, líder de um dos principais partidos de esquerda de Israel e integrante do campo de Eisenkot, defendeu a construção de uma nova coalizão. Segundo ele, a oposição fará o possível para estabelecer um governo de mudança.
Outra possibilidade seria uma aproximação entre partidos ligados a Netanyahu e Eisenkot. O próprio líder da oposição, porém, declarou antes das eleições que não faria acordos nem participaria de um governo comandado pelo atual primeiro-ministro.
Com o Parlamento dividido, o futuro político de Israel dependerá da capacidade dos partidos de superar divergências e construir uma maioria. Os 19 parlamentares árabes terão papel central nas negociações, enquanto o país aguarda a decisão de Isaac Herzog sobre o início do processo de formação do novo governo.
Fonte: Metrópoles— As eleições legislativas em Israel terminaram sem que nenhum dos blocos políticos alcançasse as 61 cadeiras necessárias para formar maioria no Parlamento. O grupo liderado pelo atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, conquistou 53 assentos, enquanto a coalizão de oposição comandada por Gadi Eisenkot obteve 48. Os partidos árabes elegeram 19 parlamentares e se tornaram decisivos para a definição do próximo governo.
Com o resultado, o presidente israelense, Isaac Herzog, terá uma semana após a divulgação oficial da apuração para indicar qual candidato terá a primeira oportunidade de formar uma coalizão. A escolha não precisa recair sobre o bloco que conquistou mais cadeiras, mas sobre aquele que, na avaliação do presidente, apresenta maiores possibilidades de reunir o apoio parlamentar necessário.
Como funciona a formação do governo
O candidato indicado por Herzog terá 28 dias para negociar alianças e conseguir o apoio de pelo menos 61 parlamentares. O prazo poderá ser prorrogado por mais 14 dias.
Caso a primeira tentativa fracasse, o presidente poderá indicar outro nome, que terá 28 dias, sem possibilidade de prorrogação, para tentar formar uma maioria.
Se a segunda tentativa também não tiver sucesso, os deputados terão 21 dias para apresentar um candidato. O nome indicado contará com mais 14 dias para negociar a formação do governo.
Se nenhuma dessas etapas resultar em uma coalizão, o Parlamento, conhecido como Knesset, será dissolvido e novas eleições serão convocadas.
Partidos árabes podem definir o resultado
A distribuição das cadeiras coloca os partidos árabes no centro das negociações. Tanto Netanyahu quanto Eisenkot precisam buscar apoio fora de seus blocos para alcançar a maioria parlamentar.
As 19 cadeiras conquistadas pelos partidos árabes representam quase o dobro dos dez assentos que essas legendas ocupavam anteriormente e constituem um recorde. O avanço ocorreu em meio à insatisfação de parte da população árabe israelense com a atuação do governo Netanyahu.
Os árabes israelenses são, em grande parte, descendentes dos palestinos que permaneceram no território após a criação de Israel e representam aproximadamente 20% do eleitorado do país.
Esta foi a primeira eleição legislativa desde os ataques do Hamas, em 7 de outubro de 2023, e a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza. Apesar das diferenças políticas, os dois principais blocos não defendem a interrupção da operação militar no território palestino.
A participação eleitoral chegou a 77,9% dos eleitores aptos a votar, o maior índice registrado em décadas.
Netanyahu acusa fraude, mas comissão eleitoral rejeita alegações
Após o resultado, Netanyahu acusou o processo eleitoral de fraude, mas não apresentou provas. A Comissão Eleitoral Central rejeitou as alegações em comunicado divulgado na sexta-feira (30), reiterando declarações feitas pelo diretor interino do órgão, Dean Livne, no dia anterior.
“As notícias publicadas ao longo do dia são totalmente infundadas”, afirmou Livne.
A acusação também foi criticada por representantes dos partidos árabes. Yousef Jabareen, líder da coligação árabe de esquerda Joint List, afirmou que Netanyahu tenta deslegitimar a participação política da população árabe e questionar o direito de seus representantes de participar do processo democrático.
Oposição enfrenta dificuldades para formar aliança
A alternativa mais viável para a oposição retirar Netanyahu do poder seria uma coalizão entre partidos judeus e árabes. Entretanto, o bloco de Eisenkot demonstra resistência a esse arranjo, embora integrantes da oposição já tenham sinalizado disposição para negociar.
Yair Golan, líder de um dos principais partidos de esquerda de Israel e integrante do campo de Eisenkot, defendeu a construção de uma nova coalizão. Segundo ele, a oposição fará o possível para estabelecer um governo de mudança.
Outra possibilidade seria uma aproximação entre partidos ligados a Netanyahu e Eisenkot. O próprio líder da oposição, porém, declarou antes das eleições que não faria acordos nem participaria de um governo comandado pelo atual primeiro-ministro.
Com o Parlamento dividido, o futuro político de Israel dependerá da capacidade dos partidos de superar divergências e construir uma maioria. Os 19 parlamentares árabes terão papel central nas negociações, enquanto o país aguarda a decisão de Isaac Herzog sobre o início do processo de formação do novo governo.
Fonte: Metrópoles



