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Mulher presa por ter xingado Bolsonaro nega ter gritado “noivinha do Aristides”

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De acordo com seus advogados, ela o chamou de “filho da puta” por ter ficado indignada com o caos na saúde no Brasil

247 – A mulher presa no sábado (27) por determinação de Jair Bolsonaro após xingá-lo negou, por meio de sua defesa, ter gritado “novinha do Aristides”. 

A expressão surgiu nas redes sociais no domingo e nesta segunda-feira (29), atribuindo o nome Aristides a um militar do Exército que era instrutor de judô e teria tido um caso com Bolsonaro. Ainda não se sabe de onde surgiu o boato. Especula-se que policiais rodoviários tenham passado essa informação a jornalistas.

A mulher passava pela Rodovia Presidente Dutra, na altura de Resende, no Rio de Janeiro, quando avistou Bolsonaro em pé acenando para motoristas. Ela estava acompanhada da irmã, que dirigia um Ford Fiesta na direção da cidade de Aparecida, em São Paulo.

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Em nota à imprensa, a defesa técnica, composta pelos advogados Marcello Martins dos Santos e Luiz Augusto Guimarães, relatou que sua cliente, que é profissional da saúde, “num momento de grave estresse em decorrência do engarrafamento e por tudo o que enfrentou em sua vida profissional durante a pandemia, num momento de desabafo, exclamou a expressão ‘filho da puta’”. 

Leia a íntegra do comunicado, que usa o nome “Maria” para se referir à mulher:

Maria estava em viagem com sua família para a cidade de Aparecida, quando viu o Presidente da República acenando para motoristas às margens da rodovia Presidente Dutra. Maria é uma profissional de saúde, e num momento de grave estresse em decorrência do engarrafamento e por tudo o que enfrentou em sua vida profissional durante a pandemia, num momento de desabafo, exclamou a expressão “Filho da Puta”! PUBLICIDADE

Maria estava dentro do carro, no banco do carona, e distante do Sr. Presidente da República. Mas policiais rodoviários federais ouviram o que ela disse e a detiveram. Militares foram apontados para servirem como testemunha e ela foi conduzida para prestar depoimento.

É importante frisar que a Sra. Maria não conhece e nem mencionou qualquer coisa sobre o termo “noivinha do aristides”, conforme vem sendo noticiado por toda a imprensa nacional. Sua expressão de indignação ocorreu de forma espontânea, como ocorre diariamente no país que se encontra severamente polarizado.

No momento ela está muito apreensiva e temerosa devido a repercussão do caso, sobretudo porque lhe foram atribuídas palavras que ela nunca mencionou.

O processo encontra-se em segredo de Justiça, e a defesa técnica já requereu acesso aos autos, aguardando a liberação por parte da Justiça Federal.

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