BOLSONARO CHEGA A ISRAEL PARA VIAGEM QUE PODE SER DESASTROSA PARA O AGRONEGÓCIO

Jair Bolsonaro já está em Israel e diz que um de seus objetivos é trazer para o Brasil técnicas de irrigação para o Nordeste. No entanto, o agronegócio brasileiro pode ser duramente penalizado. “Palestinos se organizam para pedir embargo de produtos brasileiros em países islâmicos se o Brasil abrir representação diplomática em Jerusalém, ainda que seja um escritório comercial. A informação é de Hannan Ashrawi, diretora da OLP, Organização para Libertação da Palestina”, informa o jornalista Sérgio Utsch, que atua como correspondente internacional.

Confira abaixo o tweet de Utsch e reportagem da Sputinik:

Sérgio Utsch

@utsch

Palestinos se organizam para pedir embargo de produtos brasileiros em países islâmicos se o Brasil abrir representação diplomática em Jerusalém, ainda que seja um escritório comercial. A informação é de Hannan Ashrawi, diretora da OLP, Organização para Libertação da Palestina.

O presidente Jair Bolsonaro pretende enviar estudantes brasileiros para Israel para estudar técnicas de irrigação e serem capacitados em áreas tecnológicas nas quais o país possui expertise, informou Agência Brasil.

O presidente fez a declaração em vídeo pelo seu Twitter neste sábado. Bolsonaro fará uma visita oficial de três dias a Israel a partir deste domingo.

Técnicas de irrigação e de aquicultura no deserto desenvolvidas por Israel, estarão, segundo o presidente, na pauta da visita. “Lá, a precipitação pluviométrica é menor do que no semiárido nordestino. Então, tem que dar certo do lado de cá”, afirmou o chefe de Estado.

“Como ocorreu nos anos 70, quando nós mandávamos a garotada para estudar agronomia em outros países, agora pretendemos mandar a garotada estudar em Israel essas novas técnicas e tecnologias para o nosso bem, para que possamos implementar essas outras áreas de pesquisa no Brasil”, acrescentou o político. Isso, segundo ele “já está acertado com o governo de Israel”.

“País que não tem ciência e tecnologia está condenado a ser escravo de quem as têm”, ressaltou Bolsonaro.

“Temos que fazer com que esses cérebros fiquem aqui e tenham meios para desenvolver as suas pesquisas, que comecem a retirar da prancheta essas descobertas para o bem do nosso povo e para o bem do mundo”, concluiu.

As declarações foram feitas no último dia 27, em evento que reuniu pesquisadores da Universidade Mackenzie e com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, informou Agência Brasil.

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