Vice-presidente lidera negociações após tarifa de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros e defende ampliação das exceções
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (31) que a criação de uma lista com exceções à tarifa de 50% sobre produtos brasileiros foi resultado de uma “longa conversa com membros do governo dos EUA”. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a declaração de Alckmin, feita durante participação no programa Mais Você, da TV Globo, apresentado por Ana Maria Braga, ocorreu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializar a nova tarifa de 50% sobre produtos exportados pelo Brasil. A medida foi acompanhada por uma lista de quase 700 itens excluídos da cobrança.
“Nós não criamos o problema, mas queremos resolver”, disse o vice-presidente, enfatizando que um eventual contato direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump depende de preparação prévia. Alckmin está à frente das tratativas com Washington para tentar reverter os impactos da medida protecionista. Segundo ele, a intenção do governo brasileiro é ampliar o comércio com os EUA e, ao mesmo tempo, minimizar os prejuízos causados pela nova tarifa.Ainda segundo ele, “as negociações começam hoje”. O foco das conversas, de acordo com Alckmin, é a ampliação da lista de exceções ou a redução da alíquota imposta. “Vamos trabalhar para preservar empregos, produções e para avançar em mercados”, acrescentou.
De acordo com Alckmin, cerca de 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão atingidas diretamente pela tarifa de 50%. Por outro lado, aproximadamente 45% dos produtos exportados ficaram de fora da taxação. Os 20% restantes já estavam submetidos a outros tipos de tributos, como no caso do aço e do alumínio.
O vice-presidente também ponderou que ainda é cedo para medir os efeitos exatos sobre os preços de produtos agrícolas, mas indicou que, sem a reversão da medida por parte dos EUA, é possível que haja um aumento da oferta interna de alimentos, com impacto direto sobre o mercado brasileiro. “Muitas das exportações são complementares, atendem o mercado interno e exportam o excedente”, explicou.
Com informações do Correio Braziliense
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